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Palestinos são atacados pela polícia israelense durante funeral de jornalista

Shireen Abu Akleh foi morta com um tiro na cabeça enquanto cobria uma operação militar israelense

Por AFP e Redação | 14/05/2022 às 08:55
Ahmad Gharabli | AFP
Foto: Ahmad Gharabli | AFP

Funeral de Shireen Abu Akleh foi marcado por cenas de violência

Milhares de palestinos se despediram, nesta sexta-feira (13), da jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh, morta durante uma operação militar israelense. O funeral da repórter foi marcado por cenas de violência após uma intervenção da polícia de Israel no início do cortejo.

Os incidentes eclodiram quando a polícia tentou dispersar a multidão após a saída do caixão da repórter do hospital. Imagens transmitidas pela Palestine TV mostram o caixão caindo no chão enquanto policiais israelenses tentam separar pessoas que agitavam bandeiras palestinas.

Segundo a organização Crescente Vermelho, 33 pessoas ficaram feridas durante o funeral, das quais seis precisaram ser hospitalizadas. 

Despedida de Shireen Abu Akleh

O corpo da popular repórter de 51 anos, nascida em Jerusalém oriental, foi levado para uma igreja da Cidade Santa, onde uma missa foi celebrada em sua homenagem. As ruas vizinhas estavam lotadas por pessoas que acompanharam o caixão até o cemitério próximo à Cidade Velha, onde a repórter da emissora catari Al Jazeera foi sepultada perto dos pais.

Em vários territórios palestinos, houveram protestos espontâneos e uma rua da sede da Autoridade Palestina da Cisjordânia, Ramallah, foi renomeada Shireen Abu Akleh em homenagem à repórter. Anteriormente, milhares de palestinos prestaram homenagens durante uma cerimônia oficial realizada na sede.

A repórter, que usava um colete à prova de balas com a palavra "Imprensa" e um capacete, cobria uma operação militar em um campo de refugiados em Jenin, na Cisjordânia, um território palestino ocupado por Israel desde 1967. 

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