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Pacheco só não será candidato do PSD a presidente se não quiser, afirma Kassab

Contudo, apesar do entusiasmo de membros de seu novo partido, Pacheco ficou em cima do muro

Por Redação / Estadão Conteúdo, 23/10/2021 às 16:07
atualizado em: 23/10/2021 às 19:11

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Foto: Reprodução / Redes Sociais
Reprodução / Redes Sociais

Participando de seu primeiro evento do PSD após anunciar sua filiação ao partido, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi aclamado pelas principais lideranças do partido como candidato a presidente da República, na manhã deste sábado (23), no Rio de Janeiro.

"Ele só não será o candidato do PSD se não quiser", anunciou Gilberto Kassab, fundador e presidente do PSD. Eles participam de um encontro regional do partido no Rio de Janeiro, o primeiro depois que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, assumiu a presidência estadual do PSD.

Pacheco desfiliou-se do DEM e na próxima quarta-feira passará a integrar oficialmente o PSD.

No início do evento, Paes anunciou Pacheco como "próximo presidente da República" e o advogado Felipe Santa Cruz, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como "próximo governador do estado do Rio". O evento ocorre em um hotel da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Em clima pré-eleitoral, o evento teve a participação de muitos políticos do partido, além de pré-candidatos na eleição de 2022, e até da bateria da escola de samba Acadêmicos da Rocinha. Paes aproveitou para reforçar que seu candidato a governador do Rio em 2022 é o atual presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

Pacheco sobre ser presidenciável: 'no momento certo faremos reflexão sobre 2022'

Contudo, apesar do entusiasmo de membros de seu novo partido, Pacheco ficou em cima do muro e disse que "no momento certo" vai decidir se será candidato em 2022.

"De minha parte, em razão das minhas condições, das minhas limitações próprias como presidente do Senado e do Congresso, nós teremos uma reflexão oportuna sobre isso", afirmou . "No momento certo nós faremos essa reflexão sobre 2022", concluiu.

Pacheco também foi dúbio em relação à proposta feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de reajuste do Auxílio Brasil, novo nome do programa assistencial Bolsa Família, com quebra do teto de gastos. Ele defendeu o programa social, mas também a responsabilidade fiscal: "O programa social deve ser concretizado, é preciso aumentar a capacidade de compra daqueles que são beneficiados pelo Auxílio Brasil, e cabe à política e aos técnicos do Ministério da Economia encontrarem a solução para fazer esse programa social dentro da responsabilidade fiscal, que é inafastável", afirmou.

"Nós temos que ter responsabilidade fiscal no Brasil, porque seria muito ruim sustentarmos um programa em premissas frágeis, que acabam gerando inflação e fazendo o poder de compra ser contaminado pela inflação. É um conjunto de valores que precisam coincidir e nós precisamos equilibrar isso. Esse é nosso papel e vamos cumprir", disse à imprensa.

Antes, em discurso ao público, Pacheco repetiu que é preciso "garantir um programa social sustentável, de nada adianta fazer um programa social sem sustentação".

O presidente do Congresso foi o último a discursar durante o evento, que reuniu pelo menos 1.500 pessoas no salão de convenções de um hotel na Barra da Tijuca e começou às 10h20. Antes dele, todos os políticos do PSD que discursaram trataram Pacheco como candidato do partido à presidência da República.

 

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