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OMS alerta: Brasil tem mais de 4 milhões de pessoas alcoólatras

Por Redação , 20/02/2019 às 11:03
atualizado em: 20/02/2019 às 11:09

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Quase 3% da população brasileira acima de 15 anos de idade é considerada alcoólatra, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A porcentagem pode parecer pequena, mas representa mais de 4 milhões de pessoas, quase o dobro da população de Belo Horizonte.

Neste Dia Nacional de Enfrentamento às Drogas e ao Alcoolismo, a Itatiaia traz os relatos de duas pessoas que enfrentaram o vício em álcool, se curaram graças ao trabalho dos Alcoólicos Anônimos e frequentam as reuniões há anos para não voltar a beber.

Silvério, de 67 anos, é aposentado, casado e pai de três filhos. Ele bebeu dos 12 aos 32 anos. O auge da doença foi quando chegou aos 29 anos. Ele bebia álcool etílico misturado com café e até tremia no trabalho. “Eu não tinha coragem de admitir a minha impotência, eu achava que eu dava conta de parar e não consegui”, conta. 

“Você vai perdendo sem perceber, vai perdendo a moral, vai perdendo o emprego, vai perdendo a dignidade, vai perdendo tudo na sua vida, mas tá (sic) tudo normal porque o álcool tem um poder muito grande em cima da gente e você não consegue perceber”, desabafa.

Após aceitar ajuda, Silvério passou a frequentar as reuniões dos Alcoólicos Anônimos e parou de beber. Hoje, aos 67 anos, ele diz não sentir mais vontade de ingerir bebidas alcoólicas, mas sabe que se experimentar um drink a vontade de beber volta com tudo. 

Quem passou por problema semelhante foi Tânia, cuidadora de idosos. Ela tem 54 anos e bebeu dos 9 aos 36. Ela começou tomando o restinho de cachaça que ficava nos copos dos pais, na roça. Ficou dependente e saiu de casa aos 14 anos para morar na rua. “Só parei de beber mesmo quando eu estava no fundo do poço, que eu não conseguia mais paralisar com a bebida”, conta. Ela também se salvou graças aos Alcoólicos Anônimos: “É um dia de cada vez, frequentando as reuniões, porque não é fácil a gente parar assim de uma hora pra outra”.

De acordo com o médico psiquiatra Guilherme Cabral, não é a frequência nem a quantidade que determina a presença do alcoolismo.

“Há quem beba eventualmente muito no casamento e isso não faz da pessoa alcoólatra; muitas vezes o alcoólatra, se tiver um uso regular, diário, e não se altera, ele não é considerado alcoólatra, mas ele tem uma relação de dependência que se não beber aquele dia ele passa mal. Se uma pessoa toma uma taça de vinho todos os dias, isso não necessariamente traz problemas para ele. Quando a pessoa bebe uma quantidade maior, ritualizada, mais ou menos no mesmo horário, pode desenvolver a dependência; há o alcoolismo também quando a pessoa não bebe todo dia, mas quando bebe perde o controle, bebe mais do que seria uma dose razoável (3 latinhas de cerveja, destilado ou taça de vinho para o homem, 2 para mulher)", explica.

Quase todos os programas de tratamento do alcoolismo incluem encontros de Alcoólicos Anônimos, cuja descrição é "uma comunidade mundial de homens e mulheres que se ajudam a ficarem sóbrios". 

Em Belo Horizonte, o AA fica na Rua da Bahia, 504, salas 701 e 702, no Centro. O telefone é o 3224-7744. Para outras cidades, é só buscar informações no site aamg.org.br.

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