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'Não vamos nos calar', afirma Rodrigo Caetano sobre bronca do Atlético com CBF e STJD

O diretor-executivo do alvinegro concedeu entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (12)

Por Henrique André e Cláudio Rezende | 12/05/2022 às 11:56
Pedro Souza/Atlético
Foto: Pedro Souza/Atlético

"Nós não vamos nos calar". Estas foram as palavras de Rodrigo Caetano, diretor-executivo do Atlético, quando questionado se o clube está de mãos atadas e refém das decisões da comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol. Na noite desta quarta-feira (11), o alvinegro teve pênalti anulado pelo árbitro Bráulio da Silva Machado, no empate em 1 a 1 com o Bragantino, e deixou o Nabi Abi Chedid na bronca.

Durante entrevista coletiva, realizada nesta quinta (12), já na Cidade do Galo, Caetano foi perguntado se a fama de "time dos pênaltis" - narrativa criada em 2021 por torcidas adversárias e perfis de humor nas redes sociais, que também caiu na boca de jornalistas - pode estar tendo reflexo na atual temporada.

"Penso que tem reflexo sim. Como eu disse, hoje em dia, nas redes sociais, as manifestações, até de pessoas de outros clubes, querendo diminuir o mérito do Atlético nas conquistas", destacou o executivo.

"Sabemos como é composto esse STJD, auditores ligados a vários outros clubes. E por um comentário nas redes sociais, o Hulk foi denunciado. O lance de ontem foi absurdo. A gente conhece as regras e investimos na orientação das regras aqui dentro. Inacreditável o lance anulado, o pênalti e o cartão vermelho, que mudariam a história do jogo. São lances recorrentes, que nos deixam preocupados com o futuro. Lamentamos e espero que isso não se repita. Nosso presidente já foi à CBF, mandamos ofício. Mandaremos novamente sobre o lance absurdo de ontem. Isso tudo nos preocupa. Lances que são interpretados para o Atlético de uma forma e para os outros clubes de outra. O lance do Danilo Barcelos nem foi chamado pelo VAR. E o pênalti ao final do jogo foi chamado pelo VAR", foi além.

Perguntado se, mesmo com notas oficiais e ofícios enviados à CBF, o Atlético se sente refém das decisões da Comissão de Arbitragem da entidade, Caetano é enfático e afirma que o clube não ficará em silêncio quando se sentir prejudicado.

"A gente tem que fazer aquilo que é a orientação da CBF do que é o nosso questionamento. Nós não vamos nos calar. Se esse reflexo que estamos sofrendo seja por conta das narrativas criadas, a gente vai reclamar todos os dias se precisar. As nossas conquistas ano passado foram muito difíceis. E toda vez que a gente ganhava, parecia que não podia acontecer. Agora está passando do ponto. A indignação do torcedor é grande e a nossa é bem maior", finalizou.
 

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