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Na única liga europeia em atividade, brasileiro mostra temor: 'Teria de parar'

Por Agência Estado, 23/03/2020 às 21:37
atualizado em: 23/03/2020 às 21:37

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O meia brasileiro Gabriel Ramos, de 23 anos, vive uma situação estranhíssima no futebol atual. Enquanto grande parte dos países paralisaram campeonatos e dispensaram os elencos para evitar o contágio pelo novo coronavírus, o jogador tenta levar uma rotina normal na Bielo-Rússia, única liga europeia ainda em atividade mesmo durante a pandemia. Na antiga república da União Soviética o futebol não parou e as partidas têm a presença da torcida. Outros cinco países estão em situação parecida.

No entanto, a situação não deixa o jogador do Torpedo Zhodino plenamente confortável. Em entrevista ao Estado, ele relatou estar contrariado. "Na minha opinião teria de parar, sim, o futebol. Aqui o calendário teria de adiar, parar os jogos e os treinos. Mas como a federação não parou, eles estão no controle e sabem a situação que o mundo está vivendo", disse.

Revelado no Flamengo e com passagens por Cuiabá e Bahia, Gabriel chegou ao clube neste ano após atuar na Geórgia. A estreia foi na semana passada, com direito a marcar o gol da vitória nos acréscimos. O bom começo não deixou o meia mais tranquilo, principalmente por acompanhar as notícias do resto do mundo e saber que os familiares no Brasil estão inseguros sobre a saúde dele.

"Minha família fica preocupada. Porque já estou longe de casa, em outro país. O mundo todo parou, o futebol mundial parou e aqui continua. Eles ficam preocupados, sim, mas eu falo para que eles que está tudo sob controle e que estou me cuidando. Estou ficando mais em casa", afirmou. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Bielo-Rússia tem 76 casos confirmados da doença e nenhuma morte.

Gabriel afirma que no país o comércio continua aberto, apesar de nas ruas as pessoas utilizarem máscaras. A normalidade no comportamento local tem como um dos incentivadores o presidente do país Alexander Lukashenko. "Quem trabalha com o trator não fala em vírus", disse o político semanas atrás ao ser questionado por jornalistas se tinha medo do impacto da pandemia no país.

Porém, dentro do clube onde Gabriel joga a tranquilidade não é tão dominante. Outros colegas também se sentem inseguros por terem de manter as atividades durante a pandemia. "Todos os jogadores ficam preocupados. O clube tem dado todo o suporte para que não tenha casos nos clubes com atletas, funcionários e outros. É álcool em gel em toda a parte do alojamento e centro de treinamento. Fica tudo higienizado", contou.

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