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Na ‘casa’ de JK, Rodrigo Pacheco será lançado como pré-candidato à presidência da República

Presidente do Senado irá se filiar ao PSD na próxima quarta-feira no Memorial JK, em Brasília

Por Da Redação*, 23/10/2021 às 19:10
atualizado em: 24/10/2021 às 09:52

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, irá se filiar ao PSD de Minas na próxima quarta-feira (27) e há grandes possibilidades de ser lançado pelo partido como pré-candidato a presidência da República, para as eleições de 2022. O evento será no “Memorial de JK”, em Brasília.

No evento de filiação são esperados 400 prefeitos mineiros, governadores, senadores, empresários e outros políticos de todo o Brasil. A organização está sendo feita pelo presidente do PSD mineiro, Alexandre Silveira. Neste sábado (23), o fundador e presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que Pacheco “só não será o candidato (a presidente da República) do partido se não quiser".

A fala de Kassab ocorreu no encontro regional do partido no Rio de Janeiro, o primeiro depois que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, assumiu a presidência estadual fluminense do PSD. Pacheco foi aclamado pelas principais lideranças do partido com a possibilidade de ser candidato a presidente. 

No início do evento, Paes anunciou Pacheco como "próximo presidente da República" e o advogado Felipe Santa Cruz, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como "próximo governador do estado do Rio". 

Pacheco fala sobre ser presidenciável

Contudo, apesar do entusiasmo de membros de seu novo partido, Pacheco disse que "no momento certo" vai decidir se será candidato em 2022.

"De minha parte, em razão das minhas condições, das minhas limitações próprias como presidente do Senado e do Congresso, nós teremos uma reflexão oportuna sobre isso", afirmou. "No momento certo nós faremos essa reflexão sobre 2022", concluiu.

Pacheco também foi dúbio em relação à proposta feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de reajuste do Auxílio Brasil, novo nome do programa assistencial Bolsa Família, com quebra do teto de gastos. Ele defendeu o programa social, mas também a responsabilidade fiscal: "O programa social deve ser concretizado, é preciso aumentar a capacidade de compra daqueles que são beneficiados pelo Auxílio Brasil, e cabe à política e aos técnicos do Ministério da Economia encontrarem a solução para fazer esse programa social dentro da responsabilidade fiscal, que é inafastável", afirmou.

"Nós temos que ter responsabilidade fiscal no Brasil, porque seria muito ruim sustentarmos um programa em premissas frágeis, que acabam gerando inflação e fazendo o poder de compra ser contaminado pela inflação. É um conjunto de valores que precisam coincidir e nós precisamos equilibrar isso. Esse é nosso papel e vamos cumprir", disse à imprensa.

Antes, em discurso ao público, Pacheco repetiu que é preciso "garantir um programa social sustentável, de nada adianta fazer um programa social sem sustentação".

O presidente do Congresso foi o último a discursar durante o evento, que reuniu pelo menos 1.500 pessoas no salão de convenções de um hotel na Barra da Tijuca e começou às 10h20. Antes dele, todos os políticos do PSD que discursaram trataram Pacheco como candidato do partido à presidência da República.
 

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