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Motoristas do transporte suplementar de BH protestam por mais subsídio da prefeitura  

Crise do transporte público na capital mineira também atinge permissionários do suplementar

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Por Rádio Itatiaia | 12/05/2022 às 13:39
Guilherme Lara
Foto: Guilherme Lara

Cerca de 60 microônibus participam do protesto

Motoristas do transporte suplementar de Belo Horizonte protestam nesta quinta-feira (12) para terem uma parcela maior do subsídio que a prefeitura da capital propôs para empresas de ônibus, na tentativa de solucionar a crise do transporte público na cidade.  

Segundo Atelírio Alves da Silva, presidente da Associação dos Empresários em Transporte Suplementares e Similares do Estado de Minas Gerais, a categoria ficou com apenas R$ 9 milhões do aporte de cerca de R$ 200 milhões. Por isso, mais de 60 motoristas fazem uma carreata em micro-ônibus do Mineirão até a sede da Prefeitura de Belo Horizonte, onde ocorre mais uma rodada de negociação nesta quinta-feira (12).

“Houve uma proposta da câmara, de acrescentar nos R$ 163 milhões que a prefeitura estava prometendo, R$ 7,5 milhões para o transporte suplementar. Nós argumentamos que era insuficiente, que não daria pra cobrir nada”, disse Atelírio. “A câmara aportou mais R$ 43 milhões e prometeu que a maior parte seria pra o Sistema Suplementar. Só que na reunião que nós não participamos eles entraram em um acordo e nos deixaram fora, deixando aproximadamente R$ 9 milhões por ano. Isso não dá pra cobrir nem 20% daquilo que nós estamos gastando pouco só com o óleo diesel”, explicou. 

A reunião entre vereadores, prefeitura e empresários começou por volta das 13h30 desta quinta-feira (12). 

A reportagem da Itatiaia procurou a PBH e aguarda posicionamento. 

Acordo

Em encontro realizado na manhã desta quarta-feira (11), dos 16 pontos propostos no acordo, em apenas um não houve acordo. Prefeito e vereadores querem que o subsídio de mais de R$ 200 milhões sejam pagos ao longo de 12 meses - ou seja, até maio do ano que vem - e que a tarifa seja congelada até o ano que vem. Já as empresas, inicialmente, bateram o pé para que uma nova avaliação sobre o preço da passagem seja feita em dezembro deste ano, como manda o contrato. Na negociação, as concessionárias aceitaram esticar o prazo para março, mas não houve acordo. 

 

PM

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