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Moro diz discordar do STF sobre prisão em 2ª instância e cobra ação de Bolsonaro

Ex-ministro afirma que o presidente deveria 'remediar o problema'

Por Redação, 24/11/2021 às 11:30
atualizado em: 24/11/2021 às 11:41

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Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Marcello Casal/Agência Brasil

Sergio Moro, filiado ao Podemos, espera fazer frente à Bolsonaro e Lula em 2022 como 3ª via

Filiado ao Podemos e com ambição de apresentar um projeto ao Brasil para disputa das eleições presidenciais em 2022, o ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, criticou o que considera omissão do presidente Jair Bolsonaro a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir prisão após condenação em 2ª instância. 

"A liderança do país deveria tomar as ações necessárias para remediar esse problema", afirmou em entrevista exclusiva ao Rádio Vivo, da Rádio Itatiaia, nesta quarta-feira (24). Moro também disse respeitar o STF, mas ressaltou discordar do entendimento da Corte sobre prisão após a segunda instância.  

"Se o Supremo disse que a lei atual não permite, foi interpretação deles — eu acho errada, mas se eles entenderam assim — o presidente da República, liderança maior do país, tem que assumir a responsabilidade, apresentar um projeto, ir ao Congresso defender a aprovação desse projeto. Não pode o presidente ficar: "Ah, eu não tenho nada a ver com isso". Ficar fazendo live e não fazer nada", opinou. 

Na avaliação de Moro, a prisão após condenação em segunda instância deve ocorrer para servir de exemplo.  "Todo brasileiro sabe que roubar é errado. Quem rouba dinheiro público —  e isso é muito mais grave — tem que ser punido. Não é questão de vingança. É questão de Justiça. É importante também para prevenir que ocorram outros desvios", avaliou. 

"É importante que os tribunais, as cortes de Justiça, o Ministério Público, deem recado claro de que roubar é errado. Eu tenho um grande respeito pelo STF, não podemos atacar pessoalmente os ministros ou a instituição,  importante para o país, mas o Supremo cometeu alguns erros recentes e enfraqueceu o combate à corrupção", completou. 

Um dos beneficiados pelo entendimento do STF sobre prisões apenas após trânsito em julgado foi o ex-presidente Lula, condenado em primeira instância por Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá. O petista foi solto em novembro de 2019.

Moro está em Minas Gerais para cumprir agenda política. Ele se reúne para almoço com o governador Romeu Zema (Novo), na Cidade Administrativa. 

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