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Moradores pedem retirada de Vale de Brumadinho: ‘Não há dinheiro que pague uma vida'

Por Redação, 05/02/2019 às 10:04
atualizado em: 05/02/2019 às 10:17

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O clima de insatisfação com a mineradora Vale é grande após o rompimento da barragem em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Já são 134 mortos e 199 permanecem desaparecidos. As vítimas são funcionários da própria empresa e moradores de comunidades ao redor da Mina do Feijão. 

Desde a última quinta-feira (31), a Vale abriu cadastro para uma doação de R$ 100 mil para vítimas da tragédia, que ainda poderão receber diversas indenizações. No entanto, com tamanha dor e angústia, “não há dinheiro que pague uma vida”, diz Aparecida Paixão Henriques, que perdeu o irmão e o filho na tragédia. Ambos trabalhavam na mineradora. “A gente custa acreditar, tem horas que parece ser mentira. A ficha ainda não caiu. Brumadinho está triste.”

O defensor público da União, Guilherme Machado Matar, destaca que a falta de resposta para requerimentos da sociedade fortalece o clima de insatisfação. “As famílias das comunidades querem uma resposta. Foram apresentados vários requerimentos. Alguns deferidos, mas muitos não tiveram nem resposta. Isso traz muito aflito para comunidade. É possível já ouvir algumas vozes dizendo que não aceitam mais o posto da Vale naquele local”. 

Ele esclarece ainda que os pedidos vão além de indenizações. “Apareceu muito a questão envolvendo pensão por morte, rescisão trabalhista e declaração de ausência para recebimento de resíduos da vítima. O trabalho da Defensoria Pública está sendo a identificação da modalidade de dano”, explica.  

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