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Morador ressalta amor por comunidade atingida por rompimento da barragem da Vale 

Por Redação , 23/01/2020 às 13:37

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Aos 52 anos, Ernando Almeida é morador do Córrego do Feijão, comunidade de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vida no local, contudo, foi alterada desde 25 de janeiro de 2019, quando houve o rompimento da barragem da Vale, matando 270 pessoas. 

Apesar do abalo causado pela tragédia, Ernando não pensa em deixar a comunidade. “O que eu tenho eu devo ao Córrego do Feijão”. Contudo, ele sabe que os filhos terão que procurar outros destinos para terem melhores condições de emprego. “Qual a expectativa de vida que uma criança dessas tem na comunidade?”, desabafa. 

Os efeitos da tragédias para ele são muitos. “Eu não esperava com 52 anos tomar três tipos de remédio. Tive perda material. Perdi muitos amigos, companheiros de serviço”. 

No próximo dia 25, a tragédia, que deixou 270 mortos, completará um ano. Como forma de homenagear as vidas levadas pela lama, a Itatiaia veicula a série ‘Memórias de um ano que não passou’. Clique aqui e ouça a história de Ernando Almeida com o repórter João Felipe Lolli

Ouça também outros episódios da série:

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