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Ministério da Saúde investiga 7 casos de hepatite aguda em Minas e 41 em todo o país

Pasta criou Sala de Situação para monitorar os casos diariamente e orientar as ações a serem adotadas por estados e municípios

Divulgação
Foto: Divulgação

Ministério da Saúde criou Sala de Situação para monitorar casos

O Ministério da Saúde criou uma Sala de Situação para monitorar os casos de hepatite aguda em crianças e adolescentes. Até o momento, de acordo com balanço divulgado pela pasta neste sábado (14), são 41 casos em investigação. Minas Gerais é o estado com o segundo maior número de registros, com sete casos - atrás somente de São Paulo, que tem o dobro. 

A Sala de Situação vai funcionar todos os dias e contará com a colaboração não só de técnicos do Ministério da Saúde, mas também de representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outros especialistas. 

O objetivo, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde substituto do Ministério da Saúde, Gerson Pereira, é ter um "monitoramento constante e direcionamento das decisões e ações de forma rápida". 

Minas Gerais

Até ontem, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) havia confirmado cinco casos da doença no estado, nas cidades de: Belo Horizonte (2), Juiz de Fora (2) e Montes Claros (1). Os outros dois casos monitorados pelo ministério ainda não constam do balanço da pasta. 

De acordo com a SES-MG, os principais sintomas observados nos pacientes são dor abdominal e vômitos, acompanhados de alterações de enzimas hepáticas. Ainda segundo a pasta, a maior parte das crianças acometidas não foram vacinadas contra a covid-19. No entanto, ainda não relação comprovada entre os casos da doença e a falta de imunização pela covid. 

Casos de hepatite aguda infantil por Estado: 

São Paulo: 14
Minas Gerais: 7
Rio de Janeiro: 6
Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul: 3
Paraná: 2
Espírito Santo, Goiás e Maranhão: 1

Histórico

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos de hepatite começaram a ser reportados pela primeira vez no Reino Unido, quando foram detectadas taxas mais altas de hepatite aguda do que o habitual. Por se tratar de uma doença ainda de causa desconhecida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem monitorado o aumento repentino de casos entre crianças e adolescentes. A prioridade é determinar a etiologia desses casos para orientar ações futuras.