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Minas Gerais investiga 17 pacientes suspeitos de reinfecção por covid-19

Especialista alerta que pessoas que já tiveram a covid-19 não estão protegidas da segunda infecção

Por Camila Campos , 10/12/2020 às 19:01
atualizado em: 10/12/2020 às 19:09

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Foto: Adão de Souza / PBH
 Adão de Souza / PBH

RESUMO

  • Minas Gerais investiga 17 pacientes suspeitos de reinfecção por Covid-19
  • Especialista alerta que pessoas que já tiveram a covid-19 não estão protegidas da segunda infecção


Minas Gerais investiga 17 pacientes suspeitos de reinfecção por Covid-19. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (10) pela Secretaria de Estado de Saúde. O Ministério da Saúde também confirmou hoje o primeiro caso de reinfecção no Brasil. Casos de pessoas infectadas pela segunda vez pelo novo coronavírus existem, mas são raros, e a ciência ainda não definiu com qual frequência eles ocorrem.

A reinfecção acontece quando a pessoa se recupera da Covid-19 e tempos depois ela adoece novamente. Para confirmar a recontaminação, é preciso provar que o código genético do primeiro vírus é diferente do segundo. O código genético é como se fosse uma impressão digital do vírus.

Em todo o estado, segundo a pasta, já foram 35 casos notificados de reinfecção desde o início da pandemia, sendo que 2 já foram descartados e 16 foram considerados inconclusivos "devido à falta de dados que permitissem a investigação". Os outros 17 são os que seguem em investigação.

Até 21 de outubro, o governo de Minas Gerais investigava a reinfecção em apenas seis pacientes. Em Belo Horizonte, a prefeitura investiga sete casos de pacientes com a suspeita de terem sido infectados pela segunda vez com Covid-19. A informação foi confirmada também nesta quinta pela Secretaria Municipal de Saúde.

Ao todo, desde o início da pandemia, já foram notificados 13 casos suspeitos de reinfecção na capital mineira. Destes, 4 casos foram descartados, 2 foram classificados como inconclusivos e os 7 permanecem em investigação. Até o dia 21 de outubro, apenas um caso estava em investigação na capital.

Análise

A virologista Jordana Coelho, que é professora do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica a partir de agora com essa informação que uma pessoa foi diagnosticada por dois tipos de coronavírus.

“Esse primeiro caso de reinfecção confirmada aqui no Brasil vem integrar um quadro de reflexões que têm sido descritas no mundo e é uma grande preocupação. Esse resultado indica que nós temos que continuar com as nossas medidas de proteção, usando máscaras, fazendo a limpeza das mãos, mantendo o distanciamento e  isolamento dos grupos de risco”, orienta.

A especialista lembra que esse caso de reinfecção mostra que a população deve se atentar para o fato de que quem já foi contaminado uma vez tem há possibilidade de ser infectado pelo vírus novamente.

“A reinfecção confirmada no Brasil indica que o indivíduo pode se reinfectar com o vírus. Então, as pessoas que já tiveram a covid-19 não estão protegidas dessa segunda infecção”, esclarece.

Ouça a entrevista completa no início da matéria.

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