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Mesmo com repasse de R$ 237 milhões, empresas de ônibus vão fazer 3 mil viagens a menos

Números mostram que BH tinha cerca de 24 mil viagens diárias pré-pandemia, e mesmo com repasse às empresas, número deve chegar a 21 mil

Por Enzo Menezes e Lucas Sanches | 13/05/2022 às 16:36
Ailton do Vale / Itatiaia
Foto: Ailton do Vale / Itatiaia

Mesmo com repasse milionário para empresas, ônibus em BH ainda vão viajar menos que no pré-pandemia

Mesmo com proposta de receberem R$ 237 milhões em repasses do poder público, as empresas de ônibus de Belo Horizonte vão fazer 3 mil viagens a menos do que ofereciam antes da pandemia. Em entrevista ao Itatiaia Agora nesta sexta-feira (13), o superintendente da Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob), André Dantas, detalhou a situação.

"Temos a atual situação de 16 mil viagens em média em dias típicos. É um ponto de partida. O objetivo é chegar aos níveis pré-pandemia, de 24 mil viagens, que é um nível de serviço aceitável. Só que o acordo é realista, não adianta prometer e não cumprir. Teremos um aumento de 30%, sairemos de 16.628 para 21.707 viagens. Esse é o mínimo, se não cumprirem eles não recebem o repasse. E temos 15%, metade desse aumento, que vai acontecer alguns dias depois que a lei for aprovada", explicou Dantas.

Câmara de BH aumenta em R$ 30 milhões oferta para subsídio a empresas de ônibus

A proposta, que foi aceita pelas partes após uma reunião nesta quinta-feira (12), prevê o pagamento de um subsídio de R$ 237,5 milhões até março do ano que vem e o congelamento da tarifa atualmente vigente na capital mineira. Além disso, as empresas se comprometeram a aumentar o número médio de viagens diárias em até 30% do que era realizado antes da pandemia, assim como retomar a oferta de viagens noturnas. Em caso de descumprimento por parte das empresas, a parcela de subsídio daquele mês não será paga.

Ficou definido que o repasse será de aproximadamente R$ 30 milhões mensais durante três meses (abril, maio e junho). Para os seis meses seguintes até dezembro deste ano, serão quase R$ 18 milhões mensais, além de R$ 10 milhões mensais nos últimos três meses, totalizando R$ 237,5 milhões de subsídio combinados entre as partes.

A previsão é que o prefeito Fuad Noman (PSD) assine o texto já na próxima semana, dando início à tramitação. A expectativa de parlamentares atuantes na questão é que o projeto pode ser aprovado em segundo turno em junho.

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