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Médicos alertam que a pandemia não pode ser motivo de parar o tratamento de HIV

Caso o paciente não tome a medicação regularmente, existe risco de o vírus desenvolver mecanismos para escapar dos antirretrovirais

Por Agência Aids, 12/04/2021 às 15:47
atualizado em: 12/04/2021 às 15:54

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Um ano da pandemia de coronavírus no Brasil, mais de 300 mil mortes e recordes negativos batidos diariamente. O cenário é desafiador para todos, mas parece ser ainda maior para as pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e que precisam manter o tratamento em dia para evitar complicações.

O tratamento de HIV demanda uma continuidade, por isso é fundamental que o paciente consiga se apropriar e se engajar. A partir do momento que ele toma os antirretrovirais de forma regular é esperado um controle da infecção dentro de seis meses.

“Caso ele não tome a medicação regularmente, existe o risco de o vírus do HIV desenvolver mecanismos para escapar desses antirretrovirais e, com isso, surgirem os problemas”, afirma Bruno Ishigami, infectologista da Clínica do Homem no Recife pela AHF Brasil (Aids Healthcare Foundation), organização global que atua na prevenção, diagnóstico e tratamento de HIV/Aids.

Em 2019, 28.912 pessoas vivendo com HIV, elegíveis para a terapia antirretroviral (TARV), iniciaram tratamento em até um mês após a realização do primeiro CD4 (células que mostram o nível de comprometimento da imunidade por causa do HIV). Em 2020, esse número baixou para 11.381.

Já para as pessoas vivendo com HIV elegíveis para TARV, por ano de primeiro CD4 realizado, o número foi de 50.838, em 2019; e 18.866 em 2020. Esse levantamento, realizado até 30 de junho de 2020, faz parte dos indicadores e dados básicos de monitoramento clínico de HIV do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

A meta do tratamento é manter a supressão viral, ou seja, carga viral indetectável. “Se houver interrupção do tratamento, haverá falha, o vírus se multiplicará, a doença evoluirá e pode haver a transmissão para outra pessoa. Se a carga viral estiver sempre indetectável essa transmissão não ocorrerá”, explica Miralba Freire, infectologista, diretora do CEDAP (Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa), que é o Centro de Referência para Tratamento de IST/HIV/Aids no âmbito da Secretaria da Saúde da Bahia.

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