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Justiça mantém justa causa para ex-funcionário que assediou colega e depois tentou prejudicá-la, em Varginha

O homem tentou beijar a vítima no estacionamento do supermercado em que os dois trabalhavam e, após negativa, a chamou de "vagabunda"

Por Redação, 16/09/2021 às 14:48
atualizado em: 16/09/2021 às 14:59

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Foto: Foto Ilustrativa/Pixabay
Foto Ilustrativa/Pixabay

O ex-funcionário de um supermercado foi demitido por justa causa após assediar uma colega de trabalho em Varginha, no Sul de Minas Gerais. O homem chegou até a tentar beijar a vítima e, após recusa, inventou uma história para prejudicá-la. A decisão da justa causa foi mantida pelo juiz Leonardo Toledo de Resende, titular da 2ª Vara do Trabalho de Varginha.

O trabalhador entrou na Justiça para que a justa causa fosse retirada. Ele alegou que não havia recebido advertência verbal ou escrita antes de ser dispensado. Para justificar a demissão, o supermercado explicou que o autor cometeu falta grave, que acarretou no “desequilíbrio, insegurança e aborrecimento no ambiente de trabalho”.

A vítima, que é operadora de caixa, contou que o homem a perseguia dentro do supermercado. No dia 31 de outubro de 2019, o ex-funcionário ainda tentou beijá-la, mas ela impediu dizendo que eram apenas colegas de trabalho. Porém, dias depois, ele foi até o caixa e a chamou de vagabunda, afirmando ter visto ela com um colega no banheiro do estabelecimento. A operadora e outros funcionários levaram o ocorrido à gerência, que demitiu o homem no dia seguinte.  

Além disso, a vítima revelou que solicitou uma medida protetiva contra ele, porque ficou com medo. Mesmo sendo demitido, o homem voltou ao local e lhe entregou um presente.

Para o juiz, “houve falta grave capaz de levar à quebra da confiança necessária à continuidade da relação de emprego”.

O magistrado destacou também que o patrão tem o “dever legal de manter um ambiente laboral equilibrado e saudável, não permitindo práticas tendentes a gerar danos de natureza moral ou emocional aos seus trabalhadores”.

“Considero que a reação do reclamado deu-se a tempo, modo e na proporção adequada, com observância dos requisitos para o exercício do poder disciplinar”, concluiu.

A decisão não cabe recurso e o processo foi arquivado.

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