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Itatiaia inicia série sobre enchentes em BH; no primeiro episódio, os problemas da Vilarinho

Reportagens serão feitas ao longo de todo o ano para acompanhar a situação desses locais

Por João Felipe Lolli, 19/01/2021 às 08:32
atualizado em: 09/02/2021 às 12:20

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Foto: Reprodução/Redes sociais
Reprodução/Redes sociais

Avenida Vilarinho é um dos pontos mais frequentes de inundação durante chuvas fortes em BH

Elemento essencial para a vida, a água é sinônimo de medo e preocupação para muitos dos mais de 2,5 milhões de habitantes de Belo Horizonte, uma cidade que nasceu planejada em 1897, mas que se rendeu à tentação de canalizar os muitos cursos d’água que a cortam.

Todos os anos, durante o período chuvoso, os dramas se repetem em BH. A Itatiaia sempre acompanha esses momentos, mas neste ano vamos além. Mesmo quando as águas passarem, acompanharemos passo a passo do que tem sido feito para que as chuvas deixem de ser pesadelo para tanta gente. A reportagem percorrerá os pontos da capital mineira onde esses problemas existem.

Ouça a reportagem de João Felipe Lolli

Ao longo de todo o ano, a partir desta segunda-feira (19), irá ao ar uma série especial de reportagens que acompanhará o avanço das obras e dos projetos nesses locais e cobrará soluções do poder público.

Primeiro episódio

As avenidas Vilarinho e Doutor Álvaro Camargos, que sofrem com inundações na região de Venda Nova, são os pontos de preocupação desta primeira reportagem.

O empresário Rodrigo Almeida, de 47 anos, mora na rua José Sanguinete com a Doutor Álvaro Camargos, no bairro São João de Batista. Ele teve um galpão na Vilarinho e afirma que, quando há indícios de chuva, os clientes deixam de ir aos estabelecimentos da avenida. “O céu fechou, ninguém vai na Vilarinho mais. Ela resiste por insistência de alguns comerciantes que são donos dos seus imóveis.”


Estação de ônibus Vilarinho, inundada durante forte chuva em Venda Nova (Reprodução/BHTrans)

A comerciante Amanda Chaves, de 42 anos, tem uma loja de ferragens na Vilarinho com a rua Maçon Ribeiro. Após acumular diversas perdas, a empresa da família, que existe há 30 anos, investiu R$ 25 mil para amenizar os problemas com inundações.

“Mesmo adequando o nosso estoque, colocando embaixo as mercadorias que podem molhar, a gente tem em média um prejuízo de 10 mil reais a cada enchente. No banheiro transbordava água pelo vaso. A água ficava toda retida dentro da loja e ia subindo. A gente colocou uma válvula de retenção e, quando a gente vai embora, fecha essa válvula, como se fosse um registro”, explica.

“Eu mudei o balcão todo para alvenaria e a gente fez como se fosse uma piscina, porque, se após a porta inundar, a água vai ficar represada na parte de fora do balcão e não vai acessar o estoque”, completa.

Ela, porém, está otimista com o início das obras que visam evitar as inundações na avenida. “Nós esperamos que isso será a nossa solução, porque a gente já está cansado de ter prejuízos. São vários anos de prejuízo. Quando a enchente ocorre, a gente tem que fechar a loja e perde o faturamento todinho da parte da tarde – geralmente ocorre na parte da tarde. Mesmo quando não chega a inundar, as pessoas ficam com medo e não vêm à avenida Vilarinho.”


Vilarinho com Maçon Ribeiro, perto também do encontro com a Álvaro Camargos (Google Street View)

As obras

Os principais cursos d’água em Venda Nova são os córregos Vilarinho, Lareira, Marimbondo, Izidoro e do Nado. Uma série de obras está em curso na região. Três reservatórios são as apostas da prefeitura para reter a água nos momentos de chuva forte.

Um menor, com capacidade para acumular 10 milhões de litros, é construído na Vilarinho com a Álvaro Camargos e a Maçon Ribeiro. Os dois maiores, de 115 milhões de litros cada, serão na Vilarinho e na Álvaro Camargos e ainda estão na fase de projeto.

Segundo o secretário municipal de Obras e Infraestrutura de BH, Josué Valadão, são investidos cerca de R$ 700 milhões e a expectativa é que o trabalho na região dure três anos. “No dia 25 deste mês está prevista a entrega das propostas para o início de obras dos dois grandes reservatórios. São reservatórios que vão coletar água na faixa de 34 metros de profundidade. Eles vão coletar o excesso de água e, depois que a chuva passar, essa água será bombeada normalmente para o fluxo do córrego do Vilarinho.”

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