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Investigação da Kroll aponta que gastos no Cruzeiro aumentaram 50% nos dois últimos anos

Por Redação, 18/05/2020 às 16:10
atualizado em: 18/05/2020 às 17:18

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Foto: Rômulo Ávila/Itatiaia
Rômulo Ávila/Itatiaia

A empresa de consultoria Kroll, contratada pelo Cruzeiro em março deste ano para investigar possíveis irregularidades envolvendo membros e ex-dirigentes da diretoria do clube, do Conselho Deliberativo e do quadro de funcionários entre dezembro de 2017 e dezembro de 2019, concluiu os trabalhos. De acordo com parte do relatório divulgado à imprensa nesta segunda-feira - o documento tem mais de 600 páginas de investigação e foi entregue ao Ministério Público - houve aumento de 50% dos gastos entre 2018 e 2019 em relação aos dois últimos anos, passando de R$ 770 milhões para R$ 1,18 bilhão.

Segundo o relatório, os salários, que compõem 20% das despesas do clube, também tiveram um crescimento de 50% no último biênio saltando de R$ 156,5 milhões, em 2016 e 2017, para R$ 234,3 milhões em 2018 e 2019.

Gastos com cartões corporativos representaram pouco mais de R$ 80 mil aos cofres do clube. De acordo com a Kroll, "despesas pessoais e não condizentes com as atividades performadas pelo Cruzeiro, no valor de R$ 80.777,18, foram pagas com cartões de crédito corporativos emitidos em nome de quatro dirigentes, durante o período de análise". Com o dinheiro do clube foram pagas contas de diversos estabelecimentos, incluindo "lojas de eletrônicos, lojas de roupas, clínicas de saúde, bebidas alcoólicas, resorts de luxo e casas noturnas de entretenimento adulto".

De acordo com as informações parciais divulgadas pela Kroll, o Cruzeiro realizou R$ 7 milhões em pagamentos a intermediários para renovar contratos de jogadores que já estavam no clube, além de assinar acordos de intermediação de atletas sem que a participação dos agentes fosse registrada na CBF, o que é proibido pelo Regulamento Nacional de Registros e Transferências da entidade. No total, foram pagos R$ 13,2 milhões em 13 contratos deste tipo.

No período analisado pela empresa (dezembro de 2017 a dezembro de 2019), o Cruzeiro também ofereceu direitos econômicos de jogadores como garantia de pagamento de dívida (fato apresentado pelo programa Fantástico, da TV Globo, em maio do ano passado). Entre eles, estava um jogador de apenas 9 anos de idade, na época. Tal prática é vedada até que o atleta complete 16 anos.

A investigação da Kroll no Cruzeiro foi realizada entre os dias 3 de março e 15 de maio deste ano. Segundo a empresa, durante o período, os funcionários tiveram acesso irrestrito aos documentos do clube, incluindo aos arquivos físicos, aos sistemas eletrônicos de gestão administrativa e aos colaboradores da Raposa.

Ainda de acordo com a empresa, a investigação seguiu um mapeamento de conexões familiares e empresariais de 645 pessoas consideradas relevantes. Foram coletados e analisados documentos corporativos das áreas financeira e contábil, além de 214 GB de dados eletrônicos dos computadores do Cruzeiro. Ao todo, foram verificados 795 documentos, 1.116 transações financeiras e 803 comunicações eletrônicas.

Confira parte do documento divulgado à imprensa:

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