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INSS libera saque de abono extra a 32 milhões de segurados: veja quem tem direito

Antecipação beneficia mais de 32 milhões de pessoas e deve injetar R$ 56 bilhões na economia do país

Por Com informações do Estadão Conteúdo | 12/05/2022 às 11:15
José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Antecipação beneficia mais de 32 milhões de pessoas e deve injetar R$ 56 bilhões na economia do país

O 13º salário dos segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), começou a ser pago no dia 25 de abril. Os aposentados e pensionistas que recebem até um salário-mínimo (R$ 1.212), já estão recebendo. Os segurados que ganham acima desse valor terão direito à primeira parcela a partir dessa primeira semana de maio. A antecipação beneficia mais de 32 milhões de pessoas e deve injetar R$ 56 bilhões na economia do país. A segunda parcela também está com data definida para iniciar o pagamento, será no final do mês de maio juntamente com os salários da competência. 

O pagamento do 13º salário será realizado de forma conjunta com o pagamento do benefício mensal. Assim como no ano passado, o valor será pago em duas parcelas em 2022, sendo que cada pagamento equivale a 50% do benefício. O imposto de renda dos segurados que ganham mais será descontado na segunda parcela

João Adolfo de Souza, proprietário da João Financeira - portal de notícias focado em informações para beneficiários do INSS -, avalia de forma positiva a medida tomada pelo governo federal que antecipou o pagamento da primeira parcela do 13º dos aposentados e pensionistas do INSS para o final de abril. 

'A decisão pode impactar na economia como um todo e na seguridade social dos beneficiários. É uma forma de ajudar os aposentados e pensionistas que, durante a pandemia, não tiveram nenhuma ajuda ou auxílio do governo federal', observa. 'Muitos beneficiários já estavam com contas básicas em atraso, como contas de luz e água, sem falar de medicamentos, que muitos não conseguiam comprar'.

De acordo com João, a antecipação do pagamento da primeira parcela do 13º também irá ajudar muitas famílias a superar o período de inflação e aumento no custo de alimentos e produtos. Com efeito, o Brasil é o 4° colocado no ranking de maior percepção de inflação pela população, conforme estudo realizado pela Ipsos em 30 países

Para 73% dos brasileiros, o custo de vida aumentou no segundo semestre do último ano. Na América Latina, a Argentina encabeça a classificação, com 79%, ao passo que o Japão é o país com a menor taxa de percepção de inflação, com 21%.

 

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