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Infectologista da Fiocruz alerta sobre festas de fim de ano: 'É muito arriscado'

Em entrevista ao Itatiaia Agora, Júlio Croda tirou dúvidas sobre a nova variante

Por Maria Clara Lacerda*, 29/11/2021 às 18:49
atualizado em: 29/11/2021 às 18:52

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Foto: Pixabay
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Com a nova variante do coronavírus, é hora de planejar festas de fim de ano e carnaval? Em entrevista para o programa Itatiaia Agora, Júlio Croda, médico infectologista da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, esclareceu algumas das principais questões sobre a nova variante. 

As festas de fim de ano e o Carnaval de 2022 ainda são uma incógnita. Os estados de São Paulo e da Bahia, por exemplo, já cancelaram algumas das festividades. O infectologista afirma que diante das atuais circunstâncias “é muito arriscado fomentar este tipo de evento, porque a variante está associada a um maior índice de transmissão." 

Croda afirma que o risco vem principalmente se considerarmos que algumas regiões do Brasil não têm cobertura vacinal maior que 80%. O infectologista ainda destaca a baixa cobertura nas regiões Norte e Nordeste do país, destinos muito procurados nesta época de fim de ano.

Segundo Julio Croda, ainda é cedo para traçar informações como a eficácia das vacinas já disponíveis, o perfil dos pacientes atingidos pela variante e a letalidade da nova cepa. Apesar disso, não é cedo para prevenção, como ele esclarece. “Em todos os contextos independente das variantes que é uso de máscara manter o distanciamento evitar aglomeração independente da variante essas medidas são extremamente efetivas, principalmente nesse final de ano,” disse. 

O infectologista afirmou também que, no contexto de incerteza destacado pela nova variante, completar o esquema vacinal e a dose de reforço é essencial. Ele destaca que países europeus como Alemanha e Áustria não atingiram a porcentagem recomendada de vacinação, 80%, e tem adesão tardia da dose de reforço. "O Brasil tem uma oportunidade de viver um momento totalmente diferente, mas pra isso a gente tem que se vacinar," conclui Croda.

*Sob supervisão de Lara Alves

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