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Hospital das Clínicas raciona medicamentos para pacientes da covid-19, mas afirma que não há falta ou prejuízo nos tratamentos

A informação foi dada pela unidade após a Itatiaia ter acesso às informações de um grupo de WhatsApp de profissionais de saúde e funcionários do hospital em que eles afirmavam que a ocupação dos leitos tinha chegado à capacidade máxima

Por Edilene Lopes e Matheus Oliveira, 27/06/2020 às 19:00
atualizado em: 27/06/2020 às 21:31

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Foto: Divulgação/EBSERH
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RESUMO

  • Medida seria para evitar um eventual desabastecimento devido ao contexto atual, com preços muito acima da tabela e falta de alguns insumos relatados por fornecedores
  • Foi afirmado que nenhum paciente tem recebido doses menores que as necessárias
  • O hospital declarou, em nota, que os leitos de UIT não estão todos ocupados
  • E respondeu ainda que não é referência na rede pública de saúde para casos suspeitos ou confirmados de covid-19, atuando apenas na retaguarda
     

O Hospital das Clínicas da UFMG, na região hospitalar de Belo Horizonte, afirmou à Itatiaia que tem adotado medidas de racionamento para otimizar o uso de medicações de combate à covid-19 e evitar um eventual desabastecimento devido ao contexto atual, com preços muito acima da tabela e falta de alguns insumos relatados por fornecedores. No entanto, segundo a instituição, não há falta de medicamentos e a medida não tem trazido prejuízo ao tratamento dos pacientes e nenhum deles tem recebido doses menores que as necessárias.

A informação foi dada pela unidade após a Itatiaia ter acesso às informações de um grupo de WhatsApp de profissionais de saúde e funcionários do hospital em que eles afirmavam que a ocupação dos leitos tinha chegado à capacidade máxima: “Estamos com leitos esgotados e sem medicamentos" e “estamos tendo que dividir salbutamol entre os pacientes" são algumas das afirmações. A reportagem guardou o teor das conversas que as fontes pediram que não fossem divulgadas em imagens.

Na resposta, o Hospital das Clinicas afirmou que tem otimizado o uso de medicações devido às circunstâncias, mas sem qualquer prejuízo aos pacientes. O hospital também declarou, em nota, que os leitos de UTI não estão todos ocupados. A taxa de ocupação do CTI no dia da apuração, no final desta semana, era de 80% e havia 51 pacientes internados com diagnóstico relacionado ao novo coronavírus, sendo que 26 deles com a doença confirmada.

O Hospital das Clínicas respondeu ainda que não é referência na rede pública de saúde para casos suspeitos ou confirmados de covid-19, atuando apenas na retaguarda. Os pacientes que chegam à instituição com sintomas suspeitos de covid-19 passam, primeiramente, pela triagem no pronto-socorro e pessoas com sintomas respiratórios leves são orientadas pela equipe assistencial a permanecerem em casa, tomando todos os cuidados necessários. Já os casos médios e graves são avaliados e, conforme os sintomas, são encaminhados para internação.

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