Notícias

Homenagem a Baden Powell marca encerramento da edição 2021 do Sarau Minas Tênis Clube

No dia 26/10 (terça-feira), às 20h, Glaw Nader apresentará 14 canções de Baden, em sua maioria em parceria com Vinicius de Moraes, os reconhecidos “Afro-sambas”

Por Da Redação , 25/10/2021 às 11:08
atualizado em: 25/10/2021 às 11:11

Texto:

Foto: Orlando Bento/Divulgação
Orlando Bento/Divulgação

Glaw Nader canta Baden Powell no Sarau Minas Tênis Clube nesta terça (26)

Encerrando a edição 2021 do Sarau Minas Tênis Clube, a cantora Glaw Nader canta a obra de Baden Powell (1937 - 2000). No dia 26/10 (terça-feira), às 20h, a artista apresentará 14 canções de Baden, em sua maioria em parceria com Vinícius de Moraes, os reconhecidos “Afro-sambas”, além de outras músicas compostas em parceria com Paulo César Pinheiro e Lula Freire. No repertório, estão as emblemáticas  ‘Canto de Xangô’, ‘Cai dentro’, ‘Lapinha’, ‘Labareda’, ‘Deixa’ e ‘Canto de Ossanha’.

“Ao fazer a releitura das músicas já consagradas, a minha escolha artística foi  exatamente por reforçar os principais elementos que estão presentes na música do Baden, elementos que ressaltam a negritude dele e que ajudam a definir sua obra”, explica Glaw. Os ingressos custam R$4 (inteira) e R$2 (meia) e podem ser adquiridos no site Eventim ou na bilheteria do Teatro. O uso de máscara é obrigatório no espaço.

Glaw Nader é fruto de um ambiente musical. “Sou filha de músico. Meu pai era professor em alguns conservatórios em São  Paulo. Cresci num ambiente totalmente musical. Na infância, ao invés de brinquedos, tínhamos instrumentos. Via meu pai tocar e pensava: ‘é isso que eu quero fazer da minha vida’. Comecei a estudar música aos 5 anos de idade. E nunca mais parei”, lembra a artista. A primeira vez que cantou em público, foi aos 11 anos, em uma cerimônia de casamento.

Paulistana, Glaw mora em Belo Horizonte desde 2010, e aqui se tornou idealizadora, arranjadora e cantora da Aurora Boreal Jazz Band. Bacharel e mestre em Música pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), professora de música e criadora do curso “Música sem segredo”, a artista já dividiu o palco com Toninho Horta, Túlio Mourão, Marilton Borges, Cliff Korman, Mauro Rodrigues, Cléber Alves, Wilson Lopes e Clara Sandroni. Desde 2016, é pianista dos festivais de música “Canção Francesa”, promovido pela Aliança Francesa de Belo Horizonte e do Sesi Música. Em 2022, Glaw lançará o disco “Tempo de amor”, com canções de Baden.

A artista observa que o cenário da música em Belo Horizonte é profícuo:“a cena musical belo-horizontina é muito ativa. BH está entre as principais cidades em que  se produz jazz e música instrumental; além disso, há um grande número de  cantautores na cidade, com trabalhos sólidos”, afirma Glaw Nader. Porém, o trabalho do intérprete tem pouco espaço. “O trabalho do cantor intérprete tem sua realização em programações como o Sarau Minas Tênis Clube, em que podemos emprestar nossa voz para homenagear essas deusas e deuses que vieram antes de nós, abrindo caminho para a nossa arte e a manifestação dela”, diz a cantora.

Baden Powell, a escolha

Baden Powell de Aquino (seu nome é uma homenagem ao britânico Robert Stephenson Smyth Baden Powell, o fundador do escotismo), o canhoto que tocava o violão como destro, e aos noves anos fez a sua primeira apresentação pública no programa "Papel carbono" (Rádio Nacional), de Renato Murce, onde recebeu o Prêmio de Melhor Violão Solo. Quando contava 12 anos, ingressou na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro. Aos 15 anos, com autorização do Juizado de Menores, iniciou sua carreira profissional nos inferninhos da zona carioca. Aos 18 anos, passou a integrar o trio do pianista Ed Lincoln, tocando jazz na Boate Plaza, em Copacabana. A partir daí, Baden começou a se tornar conhecido.

De acordo com estudiosos da música brasileira, a obra-prima de Baden Powell são “Os Afro-sambas”. Um dos mais profícuos encontros da mpb entre Vinícius e Baden aconteceu em 1962. Nada planejado, o acaso fez com que este encontro se tornasse emblemático e, mesmo depois de 55 anos (o disco “Os Afro-sambas” foi lançado em 1966), o resultado ainda é cantado, gravado, recebe releituras e novas interpretações. “Sou uma artista negra relendo a obra de outro artista negro. E como não poderia  deixar de ser, um dos elementos definidores do show é a minha própria voz, que  por ter uma densidade sonora marcante, consegue ressaltar os pontos afro-brasileiros das composições, se aproximando da musicalidade que o Baden propôs”, observa Glaw Nader.

No show, a artista apresentará a importância dos Afro-sambas para a história nacional como música e como apresentação, dentro da cultura brasileira e da linguagem das religiões de matriz africana. “É preciso destacar a importância de falarmos da voz que interpreta as músicas do Baden. Isso porque em “Os afro-sambas”, disco que segundo muitos críticos foi um  divisor de águas, capaz de ‘enegrecer a música popular brasileira’, as vozes que estão presentes cantando aquelas histórias, são vozes de pessoas brancas. Assim, fazer a releitura de parte da obra do Baden significa para mim uma contribuição  para a retomada da narrativa musical negra no Brasil”, atesta Glaw Nader.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    Partida acontece nesta terça-feira (7), às 11h. No jogo de ida, times empataram por 0 a 0. #Itatiaia https://www.itatiaia.com.br/noticia/galo-x-bragantino-fazem-final-do-bras...

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Militares do Corpo de Bombeiros também atuam, nesta segunda-feira (6), para evitar reignição no Parque das Mangabeiras, em BH. #Itatiaia https://www.itatiaia.com.br/noticia/s...

    Acessar Link