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Homem é preso suspeito de matar a ex-companheira a facadas em Ibirité

Ele sabia da rotina de trabalho da vítima, e se aproveitou para atacá-la na manhã desta quarta (11); homem deverá se indiciado por feminicídio

Por Felipe Quintella e Lucas Sanches | 12/05/2022 às 17:58
Gustavo Cícero/Itatiaia
Foto: Gustavo Cícero/Itatiaia

Crime aconteceu na porta de uma escola estadual em Ibirité

Um homem de 39 anos foi preso suspeito de feminicídio cometido nessa quarta-feira (11) no bairro Washington Pires, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele tinha sido autuado pela tentativa do crime, mas como e vítima não resistiu aos ferimentos, deverá ser indiciado pelo feminicídio consumado.

Camila Rodrigues de Souza, de 33 anos, trabalhava como gari para a prefeitura de Ibirité. Segundo a delegada Carolina Urbano, responsável pelo caso, o suspeito sabia dos horários dela, e foi até o local onde eram guardados os pertences pessoais para ameaçar a ex-companheira. Ele a atingiu com golpes de faca, e fugiu na sequência. Horas depois, ele foi encontrado em um bar.

"O homem apresentou muita frieza e apenas disse que não se lembrava do que tinha feito", afirmou a delegada. Ele era usuário de drogas, e manteve união estável com a vítima por seis anos. O casal estava separado há cerca de dois anos, mas ele não aceitava o término e ameaçava a mulher e familiares dela desde então.

"Ele tinha dito que entregaria minha filha toda picada em uma sacola, como se fosse um pedaço de carne. Ela não registrou boletim de ocorrência por medo de ser ainda mais ameaçada, por mais que tenhamos falado para fazer", lamentou Raimunda Edna, mãe de Camila.

O pai dela chegou a ser agredido pelo suspeito durante uma das tentativas de reaproximação. As duas famílias mantinham boa relação, e um irmão do autor contou à Itatiaia que também foi ameaçado.

"Ele falou que o próximo seria eu. Como irmão, penso que ele precisa pagar pelo que fez, porque tirou uma vida. Quem gosta da pessoa não faz o que ele fez", contou Natanael Moreira.

A delegada Carolina Urbano confirmou que o homem já está à disposição da Justiça no presídio de Ibirité. Ela reforçou o alerta para que as mulheres vítimas de violência façam a denúncia e não tenham medo de confrontar os agressores.

"A mulher não pode se calar, porque a violência doméstica é um problema cultural. A vítima se sente acuada e acha que não será protegida. Ela poderia ter medida decretada contra o homem, e em caso de descumprimento, o homem poderia ser preso em flagrante", afirmou.

Camila está sendo velada na tarde desta quinta na casa da família, na cidade da Grande BH, onde também será enterrada.

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