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Greve de ônibus em BH: motoristas rejeitam proposta e decidem hoje se retomam paralisação

Motoristas rejeitaram primeira proposta dos patrões e greve pode voltar amanhã

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Por Com informações de Matheus Oliveira | 01/12/2021 às 10:34
Rodrigo Clemente/PBH
Foto: Rodrigo Clemente/PBH

Os motoristas de ônibus de Belo Horizonte, fizeram, na manhã desta quarta-feira (1), uma reunião para decidir se aprovavam ou reprovavam a proposta feita pelos patrões para terminar a greve, na capital mineira.

Com 29 votos contra e 24 a favor, os motoristas recusaram o que foi oferecido: um aumento de 9% no salário. Eles querem 9% mais a correção da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor), além de um intervalo máximo de 30 minutos entre as viagens.

“Chama-se para nós, na nossa linguagem, repouso alimentação. Isso é um intervalo entre uma viagem ou outra, quando a linha permite fazer, e pode ser fracionado 10, 15 ou 20 e 10. Então esse intervalo é para que o trabalhador possa fazer suas necessidades fisiológicas e também a alimentação, caso seja horário de almoço ou janta”, explicou o presidente do sindicato, Paulo César. 

Foi a primeira assembleia do dia da categoria. Um novo encontro será realizado às 15h, também nesta quarta, mas Paulo tem poucas expectativas sobre um acordo. 

Na ocasião, serão computados os votos da assembleia pela manhã com a assembleia da tarde. Se houver uma nova reprovação, ou seja, se a maioria dos votos for pela reprovação das propostas, os motoristas de ônibus de Belo Horizonte voltam a fazer uma greve a partir de meia-noite de hoje (1) para amanhã (2).

“Caso seja reprovado, a gente mantém o estado de greve e, quinta-feira (2), a gente já pode estar em greve", destaca o presidente do sindicato.  
 

Sobre o não cumprimento da quantidade de veículos estipulados pela Justiça, que é de 60%, na paralisação recente, Paulo explicou que a população da capital nunca foi atendida pelos “100% da frota”.  

“É notório. Sempre foi sucateado. Agora você imagina 60% com a volta das atividades, com certeza não atenderia. Então nós aqui da diretoria procuramos atender sim. Não é só uma ordem judicial que veio do tribunal para que a gente acatasse”, disse. 

Conforme o presidente do sindicato, na última greve existiram casos isolados, mas que a categoria irá manter a frota mínima.    

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