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Greve de ônibus em BH: Kalil afirma que não vai negociar aumento enquanto houver paralisação 

Ele ressaltou ainda que mais uma vez a obrigatoriedade do mínimo de 60% da frota circulando nas ruas, conforme determinação da Justiça, não foi cumprido

Por Redação, 02/12/2021 às 14:41
atualizado em: 02/12/2021 às 20:01

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Foto: Amira Hissa/PBH
Amira Hissa/PBH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse durante coletiva nesta quinta-feira (2) que o Executivo municipal vê a greve dos motoristas do transporte coletivo da cidade com preocupação. Ele ressaltou ainda que mais uma vez a obrigatoriedade do mínimo de 60% da frota circulando nas ruas, conforme determinação da Justiça, não foi cumprido.

Na noite dessa quarta-feira (2), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que o Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte garanta o funcionamento mínimo de 60% da frota de ônibus circulando na capital mineira. No entanto, segundo balanço da BHTrans apenas cerca de 40% dos coletivos circularam. Na semana passada, quando decisão igual foi tomada pelo TRT, a determinação também não foi seguida pela categoria.

Kalil afirmou que acredita que a Justiça vai tomar providências ainda nesta quinta-feira (2) para reverter a situação. Mas ressaltou que a paralisação dos motoristas de ônibus da capital é um problema que a prefeitura não pode intervir e que espera que haja um acordo entre os sindicatos dos motoristas e o de empresas de ônibus. 

A decisão para a retomada da greve foi tomada nessa quarta-feira (1º), após a categoria não aceitar a proposta de aumento salarial de 9%, feita pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH). Os trabalhadores querem também a correção da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), além de um intervalo máximo de 30 minutos entre as viagens.  

Kalil disse ainda que a prefeitura reconhece a greve, desde que ela seja exercida dentro da legalidade e com compromisso do que foi estabelecido pela Justiça. O prefeito foi questionado também sobre um possível aumento no preço das passagens de ônibus e respondeu que, enquanto houver a greve, a prefeitura não vai sentar para discutir aumento na tarifa. 

"A prefeitura de Belo Horizonte não assenta na mesa nem para discutir aumento para ano que vem enquanto estiver em greve. Não há nem mesa e não há diálogo. Nem mesmo para aumento que está em contrato enquanto estiver em estado de greve. A prefeitura não vai voltar atrás. Não tem aumento, não tem discussão do aumento para o ano que vem enquanto estivermos em estado de greve", finalizou.

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