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Filho de paciente com covid-19 cai em golpe dentro de hospital particular de BH

Por Redação , 27/05/2020 às 07:20
atualizado em: 27/05/2020 às 13:47

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Foto: Google Maps
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“Infelizmente, foi identificada uma alteração, identificamos o acúmulo de células blásticas. Células blásticas são células doentes que estão substituindo as células saudáveis do sangue”. Com essa abordagem inicial por telefone, um estelionatário conseguiu aplicar um golpe que resultou em prejuízo de R$ 7 mil a um filho de uma paciente que estava internada com covid-19 no Hospital Felício Rocho, no Barro Preto, região Oeste de Belo Horizonte. A Itatiaia teve acesso à conversa entre o golpista e a vítima.

Ouça aqui a matéria completa com Amanda Antunes

Para impactar a vítima, o estelionatário diz que o quadro da mãe, de 57 anos, poderia evoluir para leucemia. “Como foi identificado no início, ainda temos o autocontrole da cura, (pois) a gente consegue combater e destruir essas células doentes. Mas se não agir da forma adequada, a qualquer momento essa alteração pode provocar mutação genética entre células e desencadear células cancerígenas, tornando a paciente portadora do câncer de sangue”, diz o golpista.

Na sequência da conversa, o estelionatário diz que o hospital não tinha os aparelhos usados para fazer o exame de imagem necessário para identificar o estágio da doença e apontar o tratamento. Por isso, ele teria que pagar para que dois médicos particulares levassem o aparelho e fizessem o exame no hospital. Ainda conforme o golpista, os valores seriam reembolsados pelo plano de saúde posteriormente. O estelionatário é tão convincente que a vítima, já fragilizada, chega a agradecer.

De acordo com a família, a paciente de 57 anos deu entrada no Hospital Felício Rocho com suspeita de covid-19. Após diagnóstico positivo, ficou internada e passou três dias no CTI. Após apresentar melhora, voltou para o quarto.

Neste período, segundo o filho da paciente, Pedro Júnior da Silva, de 29 anos, a irmã dele, que acompanhava a mãe no hospital, recebeu uma ligação no quarto. Era um suposto funcionário do hospital pedindo o contato do responsável pelo plano de saúde. Ligação, que segundo ela, foi feita de um ramal da rede telefônica do próprio hospital.O suposto funcionário deixou o número de um celular e pediu que o irmão entrasse em contato com urgência.

Pedro diz que foram feitas três transferências bancárias. A primeira de R$ 3 mil, a segunda de R$ 1.900 e a terceira de R$ 2.500.

A vítima afirma que antes da ligação do estelionatário, funcionários do hospital já tinham entrado em contato com ele para passar informações do estado de saúde da mãe. Por esse motivo, não desconfiou que se tratava de golpe.

A vítima registrou boletim de ocorrência e reclama de falta de assistência do hospital para resolver o problema. 

Em nota, o Hospital Felício Rocho informa que apura a denúncia e ressalta: “Por se tratar de um golpe aplicado amplamente há algum tempo em diversos hospitais pelo país”, o responsável pela internação assina o Termo de Ciência Orientação de Golpe no momento da entrada na unidade. 

"Em situações como esta, para 100% dos casos de tentativa de golpe identificado, a fundação tem como rotina: investigação interna nos setores; bloqueio imediato de números de telefones suspeitos; registro de boletim de ocorrência interno feito pelo setor de Segurança Patrimonial", reforça trecho da nota.

 

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