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Após um gerente de tecnologia da informação morrer, supostamente vítima de febre maculosa contraída no Parque Ecológico da Pampulha, o advogado da família cobra respostas das autoridades com relação às capivaras presentes na orla da lagoa, em Belo Ho

Pampulha

Por Editoria de web, 09/08/2016 às 22:32

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Após um gerente de tecnologia da informação morrer, supostamente vítima de febre maculosa contraída no Parque Ecológico da Pampulha, o advogado da família cobra respostas das autoridades com relação às capivaras presentes na orla da lagoa, em Belo Horizonte. Os animais são hospedeiros do carrapato-estrela, transmissor da doença.

O advogado André de Oliveira Castelo Borges entrou com ação no Ministério Público pedindo o fechamento do parque, mas nenhuma reposta foi dada. “O parque continua aberto e a população está à mercê da sorte, de ser contaminada ou não pela febre maculosa, já que não há o controle de zoonozes”, afirmou.

Segundo laudo médico, o gerente de tecnologia da informação Alysson Ribeiro de Miranda morreu vítima da febre maculosa no dia 1º de julho deste ano. Na época, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que o exame de sangue da vítima apresentou resultado negativo para a doença. Mesmo assim, a administração municipal anunciou a retirada das capivaras.

“É um trabalho complexo. Nós acreditamos que prefeitura deve gastar entre R$ 300 e R$ 400 mil para custear essa empresa que irá participar do processo licitatório”, disse o vice-prefeito e secretário municipal de meio ambiente, Délio Malheiros, no dia 8 de julho. Malheiros tranquilizou os frequentadores do Parque Ecológico. “No caso das capivaras, quero deixar a população tranquila de que não há confirmação de qualquer febre maculosa notificado aos órgãos próprios”, garantiu à época.

O analista ambiental do Ibama, Júnior Augusto Silva, diz, no entanto, que o estudo para a remoção dos animais ainda não foi entregue pela prefeitura. “O procedimento formal que deve ser executado é: o município nos encaminhar a proposta de manejo dessa população de capivara com um inventário detalhado, com a quantidade dos animais, não só no parque, mas em toda a orla da lagoa. Assim que recebermos esse estudo, ele vai ser analisado e, caso seja pertinente, será emitida a autorização para o manejo”, explicou.

Segundo o advogado da família de Miranda, foi feita uma representação no Ministério Público, que cobrou de órgãos, inclusive da Secretaria Municipal de Saúde, esclarecimentos. “O secretário achou que seria temerária a interdição do parque, já que não havia sido comprovado que o Alysson teria morrido de febre maculosa, apesar de constar isso no atestado de óbito”.

De acordo com o defensor, a família propôs uma ação de indenização contra o município, porém teve a demanda negada. “Essa ação, por incrível que pareça, a juíza da 6ª Vara da Fazenda Municipal indeferiu o nosso pedido de antecipação de tutela para a família receber a pensão, já que o Alysson era o provedor do lar”, alegou.

Confira as reportagens de Amanda Antunes e Jacqueline Moura

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