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Após um gerente de tecnologia da informação morrer, supostamente vítima de febre maculosa contraída no Parque Ecológico da Pampulha, o advogado da família cobra respostas das autoridades com relação às capivaras presentes na orla da lagoa, em Belo Ho

Pampulha

Após um gerente de tecnologia da informação morrer, supostamente vítima de febre maculosa contraída no Parque Ecológico da Pampulha, o advogado da família cobra respostas das autoridades com relação às capivaras presentes na orla da lagoa, em Belo Horizonte. Os animais são hospedeiros do carrapato-estrela, transmissor da doença.

O advogado André de Oliveira Castelo Borges entrou com ação no Ministério Público pedindo o fechamento do parque, mas nenhuma reposta foi dada. “O parque continua aberto e a população está à mercê da sorte, de ser contaminada ou não pela febre maculosa, já que não há o controle de zoonozes”, afirmou.

Segundo laudo médico, o gerente de tecnologia da informação Alysson Ribeiro de Miranda morreu vítima da febre maculosa no dia 1º de julho deste ano. Na época, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que o exame de sangue da vítima apresentou resultado negativo para a doença. Mesmo assim, a administração municipal anunciou a retirada das capivaras.

“É um trabalho complexo. Nós acreditamos que prefeitura deve gastar entre R$ 300 e R$ 400 mil para custear essa empresa que irá participar do processo licitatório”, disse o vice-prefeito e secretário municipal de meio ambiente, Délio Malheiros, no dia 8 de julho. Malheiros tranquilizou os frequentadores do Parque Ecológico. “No caso das capivaras, quero deixar a população tranquila de que não há confirmação de qualquer febre maculosa notificado aos órgãos próprios”, garantiu à época.

O analista ambiental do Ibama, Júnior Augusto Silva, diz, no entanto, que o estudo para a remoção dos animais ainda não foi entregue pela prefeitura. “O procedimento formal que deve ser executado é: o município nos encaminhar a proposta de manejo dessa população de capivara com um inventário detalhado, com a quantidade dos animais, não só no parque, mas em toda a orla da lagoa. Assim que recebermos esse estudo, ele vai ser analisado e, caso seja pertinente, será emitida a autorização para o manejo”, explicou.

Segundo o advogado da família de Miranda, foi feita uma representação no Ministério Público, que cobrou de órgãos, inclusive da Secretaria Municipal de Saúde, esclarecimentos. “O secretário achou que seria temerária a interdição do parque, já que não havia sido comprovado que o Alysson teria morrido de febre maculosa, apesar de constar isso no atestado de óbito”.

De acordo com o defensor, a família propôs uma ação de indenização contra o município, porém teve a demanda negada. “Essa ação, por incrível que pareça, a juíza da 6ª Vara da Fazenda Municipal indeferiu o nosso pedido de antecipação de tutela para a família receber a pensão, já que o Alysson era o provedor do lar”, alegou.

Confira as reportagens de Amanda Antunes e Jacqueline Moura