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Fábrica de Blocos transforma rejeitos da mineração em materiais para construção civil

Iniciativa reutiliza areia presente no rejeito da mineração de ferro para fabricar pisos, blocos de concreto e outros produtos.

Por Redação, 11/12/2020 às 15:58
atualizado em: 28/12/2020 às 20:16

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A areia é um dos principais insumos da construção civil. Ela está presente em todas as fases do processo, desde o concreto utilizado no alicerce, passando pela estrutura, até chegar às vedações e acabamentos.

Um relatório anual publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) alerta para os riscos ambientais e de sustentabilidade devido à extração ilegal de areia.

A solução para esse problema pode estar ligada diretamente à mineração. Exemplo disso é a Fábrica de Blocos  do Pico, inaugurada pela Vale em novembro. A planta experimental ocupa uma área de 10 mil m² no Complexo de Vargem Grande, em Itabirito. Nela, são produzidos itens para construção civil, como pisos e blocos de concreto, e a matéria prima é o rejeito da mineração, material composto em grande parte por areia.

Laís Resende, uma das engenheiras responsáveis pelo projeto, fala sobre as vantagens desse reaproveitamento: “O rejeito de minério de ferro tem propriedades físico-químicas que os caracterizam como um rejeito arenoso, ou seja, uma areia. O rejeito arenoso é uma fonte alternativa e mais sustentável dessa matéria prima. A outra grande característica desse material é que ele tem partículas muito pequenas, que o classifica como areia fina, que tem as mesmas propriedades da areia retirada de fontes naturais. Ter uma outra forma mais sustentável de gerar esse recurso natural não-renovável é o que está sendo proposto aqui”, conta.

Além de possibilitar o aproveitamento deste material, a iniciativa sinaliza para uma redução gradual da necessidade de novas barragens para depositar os rejeitos gerados pelo beneficiamento do minério de ferro.

Embasada em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, a Fábrica de Blocos do Pico conta com parceria do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Após a fase experimental, que terá duração de dois anos, a iniciativa poderá ser replicada em outros locais, ampliando o investimento em pesquisa e parcerias com outras instituições de ensino. Inicialmente, os blocos e demais materiais produzidos na fábrica não serão comercializados, podendo ser usados em obras internas ou até doados. No futuro, por exemplo, os produtos poderão viabilizar a construção de moradias de baixo custo.

Outro aspecto importante é a diversidade: mulheres estiveram e estão à frente do projeto, da concepção à operação. Laís Resende fala sobre isso: “É fantástico a gente concluir esse projeto tendo as mulheres como protagonistas. Esse projeto nasceu de uma metodologia ágil criada e escolhida por mulheres. Elas estão atuando em funções que até então eram desempenhadas apenas por homens, como por exemplo a operação de empilhadeiras, caminhões, e toda a infraestrutura da fábrica. Além disso, contamos com as engenheiras e demais colaboradoras da área administrativa e de controle”, explica. 

Por ano, a fábrica tem potencial de reaproveitar cerca de 30 mil toneladas de rejeito na produção de 3,8 milhões de pré-moldados de larga aplicação na indústria da construção civil, como pisos intertravados, blocos de concreto estruturais, blocos de vedação, placas de concreto, manilhas, blocos de vedação, entre outros.

Para saber mais sobre esta iniciativa e demais ações da empresa, acesse vale.com/brasil.

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