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Ex-chefe de Gabinete da Saúde em Minas nega que tenha furado a fila da vacinação

Segundo João Pinho, as diretrizes do Ministério da Saúde permitiam a SES-MG a estabelecer as prioridades dentro de subgrupos específicos

Por Edilene Lopes, 03/05/2021 às 20:00
atualizado em: 04/05/2021 às 08:45

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Foto: Marcelo Barbosa/Imprensa MG
Marcelo Barbosa/Imprensa MG

O ex-chefe de Gabinete da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), João Pinho, disse nesta segunda-feira, durante depoimento na chamada “CPI dos fura-fila”, que durou quase 4 horas na Assembleia Legislativa, que se sente injustiçado por estar sendo investigado e que não cometeu nenhum crime e nenhuma irregularidade.

Pinho nega que tenha furado fila ou autorizado centenas de servidores administrativos a se vacinarem. Segundo ele, cada chefia indicou quem, no próprio departamento, deveria ser imunizado, e na equipe dele foram três pessoas.

Ainda segundo João Pinho, as diretrizes do Ministério da Saúde permitiam a SES-MG a estabelecer as prioridades dentro de subgrupos específicos. No entanto, segundo o deputado estadual João Vítor Xavier (Cidadania), o memorando 7, que autorizou as vacinações de administrativos em fevereiro é anterior à resolução do governo federal, que foi publicada no início de março.

João Pinho foi demitido na semana retrasada após o vazamento de um áudio de uma reunião interna em que ele teria orientado os servidores de home office ,que receberam a segunda dose da vacina, a voltarem ao trabalho.

A CPI investiga se o objetivo do ex-chefe de Gabinete era despistar a Comissão Parlamentar de Inquérito para que não viesse a público a informação de que profissionais que foram vacinados em home office e, possivelmente, fora da prioridade, além de terem sido imunizados mesmo correndo menos risco de contrair a doença, ainda permaneciam em casa.

Outro ponto investigado pela CPI é se trabalhadores administrativos em home office tiveram as atividades descritas como presenciais para justificar a vacinação.

Para o deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB), João Pinho cometeu crimes à frente do cargo. “Perdemos um parlamentar, Luiz Humberto Carneiro, porque ele respeitou a ordem, mas o senhor não respeitou. O senhor claramente descumpriu regras. O senhor praticou o crime de prevaricação, mas também de improbidade”, afirmou.

Nesta terça-feira (4), a partir das 9h, serão ouvidas Virgínia Cornélio da Silva, ex-assessora chefe de Comunicação Social da secretaria, que foi demitida, denunciada por coagir servidores a se vacinarem para retornar ao trabalho presencial, e Janaína Fonseca Almeida, diretora de Vigilância de Agravos Transmissíveis da pasta, para prestarem depoimento perante a comissão, na condição de investigadas.

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