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‘Esse filme de terror nunca vai acabar’, desabafa moradora de comunidade de Brumadinho

Por Redação, 08/01/2020 às 09:59
atualizado em: 08/01/2020 às 10:00

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Um filme de terror que não tem fim. Assim dona Conceição de Assis, de 70 anos, descreve os meses após 25 de janeiro de 2019, quando a barragem da Vale rompeu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tragédia deixou 270 mortos. 

Conceição é uma das personagens da série “Memórias de um ano que não passou”, da Itatiaia, que traz relatos de pessoas atingidas e que perderam entes queridos, como forma de homenagear as vidas levadas pela lama. 

Com orgulho, Conceição diz que é nascida e criada na comunidade Córrego do Feijão, uma das mais atingidas pelo rompimento da barragem. Quantificar as perdas, é quase impossível, segundo ela. “Uma lista sem fim. Vizinhos, parentes, minha nora (...) muita gente”. 

A nora de conceição é Angelita Fernandes, que deixou dois filhos. Ela é uma das 11 pessoas que ainda não foram identificadas. As operações de resgate seguem sendo realizadas pelo Corpo de Bombeiros. 

Ouça a entrevista completa com o repórter João Felipe Lolli

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