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Em coletiva, prefeito Alexandre Kalil anuncia: 'Não poderemos ampliar a flexibilização'

Por Bryan Gonçalves, 29/05/2020 às 13:46
atualizado em: 21/06/2020 às 16:04

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O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse nesta sexta-feira que está preocupado com os números da covid-19 na cidade e que, diante disso, não haverá nova fase da flexibilização do comércio na capital mineira na próxima semana. Ele ainda destacou o sucateamento da saúde do estado e ressaltou que, por BH estar mais preparada, vai receber mais pacientes.

A flexibilização, que começou na última segunda-feira (25), será em quatro etapas. A primeira delas, permitiu a reabertura de lojas de brinquedos, salões de beleza, comércio varejista de cama mesa e banho e shoppings populares. A evolução para as fases seguintes dependem de indicadores (taxa de isolamento, a não aglomeração e uso de máscaras). 

Ouça a declaração do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil

Kalil afirma ter acompanhado como espectador uma reunião nessa quinta-feira (28) com cientistas que debateram a continuidade da volta do comércio e se diz “assustado” com os números da covid-19 no interior de Minas e, por isso, não vai prosseguir imediatamente com a flexibilização, que será adiada por uma semana até outra checagem de dados. “Se Belo Horizonte fosse uma ilha nós poderíamos flexibilizar à vontade, mas não somos. Quando você vê ônibus chegando de Curvelo, como nós vimos, com doentes infectados. Quando você vê que 56 doentes chegaram em um dia em BH é assustador”.

O prefeito reiterou que a reunião não é um “desastre”. “Desastre seria fechar e voltar tudo, mas é uma notícia que eu não gostaria de dar. Queria que fosse abrindo aos poucos”. Ele lembrou que o Brasil passa pelo pico da doença e que BH é a única capital que não exporta casos, uma vez que todos os infectados são tratados aqui.

Segundo o prefeito, Belo Horizonte é a cidade mais preparada do estado para receber pacientes do interior, por isso os números (alarmantes, de acordo com ele). Nós temos notícias assustadoras do interior. “O culpado é um sistema estadual sucateado há anos, abandonado há anos e que em Belo Horizonte nós conseguimos recuperar colocando em 3,5 anos profissionais da saúde”.

A respeito de respiradores Kalil disse que a cidade esbarra na falta de preparo de profissionais. “Respirador não salva vida de ninguém. O que salva é médico de UTI ou intensivista”.

Morro do Papagaio

Sobre a confirmação de um caso no Morro do Papagaio, Kalil disse que ficou profundamente assustado com o que viu. No entanto, ele afirma que “há uma disciplina, uma consciência muito maior na periferia do que nos bairros elegantes de BH. Isso é o que a gente tem visto, notado e temos sido notificados pela Guarda Municipal e pela PM”.

Ocupação de leitos

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse também que metade das pessoas que estão internadas com coronavírus na capital mineira veio de cidades do interior de Minas Gerais. “Belo Horizonte conseguiu amenizar. O SUS é um espetáculo, o serviço público, por roubalheira, por incompetência, é uma porcaria, mas Belo Horizonte ainda é a melhor porcaria do Brasil”.

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