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Sociedade Mineira de Infectologia acredita que Brasil pode ter acesso mais rápido à vacina contra a covid-19

A avaliação é do presidente da entidade, Estevão Urbano

Por Bryan Gonçalves, 27/06/2020 às 14:32
atualizado em: 04/09/2020 às 23:02

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RESUMO

  • O acordo, fechado com a Universidade de Oxford e a AstraZeneca, prevê a compra de lotes da vacina e da transferência de tecnologia
  • Se demonstrada eficácia, serão 100 milhões de doses à disposição da população brasileira
  • No Brasil, a tecnologia será desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz.
     

A Sociedade Mineira de Infectologia entende que o Brasil pode ter acesso mais rápido à vacina contra a covid-19. A avaliação é do presidente da entidade, Estevão Urbano, após o Ministério da Saúde anunciar, neste sábado, parceria para produção de 100 milhões de doses, depois os resultados com os testes da Universidade de Oxford.

Segundo o infectologista, é uma decisão importante porque, uma vez que a vacina se preste a ser usada com bons resultados no ser humano, ela ainda precisaria ser disponibilizada para toda a população mundial, e o fato de o governo fazer a produção no próprio país agiliza esse processo para os brasileiros.

“Então seria uma garantia de que, caso a vacina dê certo, nós teremos as doses minimamente suficientes para o Brasil. Não necessitaríamos esperar que essa vacina fosse produzida em outros países e depois importada para o Brasil”, disse.

O pioneirismo do Brasil no programa de imunização é ressaltado pelo médico infectologista professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Unaí Tupinambás. Ele, que é membro dos comitês de enfrentamento da covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte e da universidade, comemora o anúncio da parceria.

“Essa parceria que o governo brasileiro fez é muito interessante. Nós vamos comprar um lote de vacinas, caso essa vacina seja efetiva e, a partir daí, transferir a tecnologia para produção da Fiocruz”, disse

O médico ressalta haver outra vacina sendo testada também em São Paulo que tem o mesmo princípio ativo da vacina de Oxford. Caso ela apresente resultados positivos também será produzido em Minas.

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