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Em dia de inflação recorde, Bolsonaro minimiza alta de preços

Em visita a Maringá (PR), presidente diz que maior ameaça ao país é o risco de 'comunização'

Por Lucas Pavanelli | 11/05/2022 às 19:26
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Foto: Reprodução/Youtube

Bolsonaro compareceu a abertura de feira agropecuária no interior do Paraná

No mesmo dia em que a inflação registrou recorde para o mês de abril desde 1996, o presidente Jair Bolsonaro (PL), minimizou a alta dos preços, dizendo que "na nossa terra, os efeitos são menores". O presidente esteve, nesta quarta-feira (11) em Maringá, no interior do Paraná, onde participou de uma feira agropecuária. 

"O mundo todo vem sofrendo com aumento de combustíveis e também de alimentos. Apesar de a inflação estar alta, na nossa terra os efeitos são menores", afirmou. 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje que a inflação no mês de abril fechou em 1,06% - a maior alta para este mês desde 1996. Se contarmos os números dos últimos 12 meses, a inflação está em 12,13%. Este é o maior índice desde outubro de 2003 (13,98%).

Bolsonaro falou dos efeitos da guerra na economia brasileira e também voltou a culpar governadores pela situação da economia. 

"O que passamos no momento é fruto de uma política equivocada adotada por muitos governadores por ocasião da pandemia, que foi aquela máxima: 'Fique em casa que a economia a gente vê depois'. Esse momento está passando. Tenho certeza que muitos governadores, caso algo semelhante vá acontecer no futuro, saberão melhor se comportar", afirmou.

Comunizar 

O presidente também disse que a "pior ameaça" pelo qual o país passa no momento é o risco de "comunização". 

"Vocês sabem que a pior ameaça não é externa, é interna, de comunização do nosso país. Nós não chegaremos na situação em que vive atualmente a Venezuela. Todos nós sabemos quem defende aquele regime e quem defende seu ditador. Não queremos cores diferentes da verde e amarela na nossa terra", disse. 

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