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Donos de papelarias esperam aumento de vendas com volta às aulas presenciais em Belo Horizonte

No primeiro momento, somente o ensino infantil retornará presencialmente

Por Allan Passos , 03/05/2021 às 08:00
atualizado em: 03/05/2021 às 08:06

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A volta das aulas presenciais da rede infantil de Belo Horizonte traz um alento e uma esperança a donos de papelarias e livrarias, mas ainda é só um começo diante de um longo caminho necessário para a recuperação dos prejuízos acumulados durante a pandemia. 

Proprietária da papelaria Compasso, na Savassi, na região Centro-Sul de BH, Cláudia Batista de Carvalho, conta que conseguiu manter a empresa graças às vendas pelas redes sociais e constantes negociações com dono do imóvel.

“Durante todo esse período nós tivemos que nos reinventar para vender, para conseguir que o cliente não perdesse o vínculo com a gente e isso foi possível através do WhatsApp, onde a gente fez as vendas e também as entregas. A volta às aulas sozinha não é uma solução para o ramo de papelaria, porque o cliente também está sem recurso, está comprando só o necessário.”

Dona da papelaria Papel de Seda, também na Savassi, Jane Linhares, reforça que a alternativa foi mesmo vender pela internet. Ela diz que esse primeiro retorno ajuda na retomada da economia, mas ainda não alavanca as vendas. 

“A gente está bem satisfeito com esse retorno das aulas presenciais, ainda sabendo que como está iniciando com os alunos até 5 anos e 8 meses, essa faixa etária ainda não é de muito consumo. A gente está bem mais ansioso e esperando quando o fundamental 1, fundamental 2 e ensino médio retornarem porque vai se vender o lápis, o apontador, um corretivo, o caderno, que são materiais que se desgastam muito com o uso, mas, de qualquer forma, já está sendo uma grande alegria os pais estarem na ruas.” 

Para o dono da livraria Floresta, no bairro de mesmo nome, na região Leste de BH, José Eugênio Ferreira, a palavra do momento é esperança. Ele está na expectativa de recuperar a clientela e reforçar o caixa para recontratar os cinco funcionários que tiveram que ser demitidos no ano passado. Ele diz que a renegociação de dívidas foi necessária, mas a prefeitura poderia ter feito mais. “Que a gente consiga abrir as portas e voltar à normalidade. Conseguimos negociar aluguel, mas infelizmente o IPTU e as outras taxas da prefeitura nós não conseguimos, o que a prefeitura fez foi adiar, mas isso para a gente não adianta.”
 

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