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Covid-19: estudo da UFMG vai avaliar probabilidade de amamentar sem prejudicar bebês

Por Redação , 15/08/2020 às 06:15
atualizado em: 15/08/2020 às 07:38

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Foto: Francielle Caetano/Arquivo PMPA
Francielle Caetano/Arquivo PMPA

RESUMO

  • Maternidades Risoleta Tolentino Neves, Sofia Feldman e Júlia Kubitschek vão participar da pesquisa 
  • Além dos hospitais de BH, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), de Portugal, terá um braço do estudo
  • O estudo será desenvolvido pela escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Objetivo avaliar as repercussões da infecção pelo Sars-CoV-2 no trabalho de parto, no nascimento e na manutenção do aleitamento materno. 


Mães e seus filhos nascidos nas maternidades Risoleta Tolentino Neves, Sofia Feldman e Júlia Kubitschek, de Belo Horizonte, vão participar de uma pesquisa sobre a transmissão vertical do novo coronavírus por meio do leite. Além dos hospitais de BH, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), de Portugal, terá um braço do estudo. 

O estudo será desenvolvido pela escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem como objetivo avaliar as repercussões da infecção pelo Sars-CoV-2 no trabalho de parto, no nascimento e na manutenção do aleitamento materno. 

Segundo a UFMG, a coleta de dados ocorrerá por meio dos prontuários das instituições e de entrevista por telefone com as puérperas, que 
serão separadas em três grupos: as que alimentam seus filhos por meio exclusivamente do leito materno, as que recorrem à amamentação mista – conjugam o leite materno com outros alimentos – e aquelas que não amamentam.

Coordenadora do projeto, a professora Fernanda Penido Matozinhos, do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública, explica que o estudo será realizado com puérperas e seus filhos. “Ele incluirá mulheres que tiveram seus filhos nos quatro hospitais, nos dois meses de maior incidência da covid-19 no primeiro semestre de 2020”, disse a professora, em entrevista à UFMG.

Segundo a professora, a infecção por Sars-CoV-2 será verificada por meio do prontuário das mães fornecidos pelos hospitais e de relatos por telefone. As práticas realizadas na assistência ao parto e nascimento, a via de nascimento e o aleitamento serão os desfechos principais de investigação. Pretende-se avaliar a probabilidade de se manter o aleitamento materno (exclusivo, complementar e misto) sem prejudicar os bebês.

Agosto Dourado 

Agosto foi o mês escolhido para marcar o incentivo à promoção do aleitamento materno no Brasil e no mundo. O aleitamento é considerado um dos principais responsáveis pela redução da mortalidade neonatal e infantil, além de ser a forma mais econômica e a melhor intervenção para redução do adoecimento em crianças em seus primeiros anos de vida. 

A campanha recebeu o nome de Agosto Dourado. A cor dourada é alusão ao padrão ouro atribuído à qualidade do leite materno como alimento.

*Com informações da UFMG
 

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