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Com aumento de mortes por covid-19, Prefeitura de SP começa abrir 600 valas por dia

Prefeitura também estuda a construção de um cemitério vertical e planeja fazer convênios com crematórios

Por Estadão Conteúdo, 07/04/2021 às 16:19
atualizado em: 07/04/2021 às 16:22

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Com o sistema funerário pressionado pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus, a gestão Bruno Covas (PSDB) começa nesta quarta-feira, 7, uma operação para abrir 600 valas por dia na capital paulista. A Prefeitura também estuda a construção de um cemitério vertical e planeja fazer convênios com crematórios de municípios da Grande São Paulo.

Historicamente, a cidade realiza entre 240 sepultamentos (primavera e verão) e 300 (outono e inverno) por dia. Já os dados mais recentes do boletim da Prefeitura apontam que, desde março, a média subiu para mais de 315 casos, com recorde de sepultamentos registrado no período. E cientistas alertam que há tendência de alta para mortes por covid nas próximas semanas, o que impacta de forma direta na demanda do serviço funerário.

Mesmo com a recente escalada de óbitos por covid, nenhuma necrópole municipal estaria próxima do esgotamento e ainda haveria capacidade para outras ampliações, segundo a Prefeitura. A medida atual, no entanto, está prevista no Plano de Contingenciamento do Serviço Funerário, elaborado no ano passado que antecipa cenários e prevê ações por etapas para evitar colapso no sistema.

A meta é evitar que São Paulo registre episódios como o de Manaus, onde corpos chegaram a ser enterrados em valas coletivas durante a pandemia. Em paralelo, existe proposta de convênio com seis crematórios privados de cidades vizinhas, que ampliariam a capacidade do serviço de cerca de 50 para 100 cremações diárias. Se confirmada a parceria vai manter os preços que constam da tabela do Serviço Funerário Municipal nesses outros lugares.

Atualmente, a cidade conta com 398 sepultadores atuando nos 22 cemitérios municipais. Em março, a Prefeitura começou a usar 50 vans particulares, contratadas para atuar no transporte funerário.

Ocupação de UTIs

A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) para tratamento da covid-19 voltou hoje (7) a ficar abaixo dos 90% no estado de São Paulo. Atualmente, ela está em 89,8%, a taxa mais baixa registrada nos últimos 21 dias, segundo informou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn. Ontem (6), essa taxa estava em 90,7%.

Apesar dessa pequena redução, as autoridades da saúde avaliam que o número ainda é alto e está em patamar elevado e não significa controle sobre a pandemia. Há, no momento, 12.941 pessoas internadas em leitos de UTI e 16.171 em enfermaria. A redução na taxa de ocupação pode significar que as restrições anunciadas pelo governo no início deste mês estão começando a surtir efeito em todo o estado.

Desde o dia 15 de março entrou em funcionamento em todo o estado a fase emergencial, com medidas mais restritivas. As aulas da rede pública foram suspensas, jogos de futebol paralisados e cultos e celebrações religiosas coletivas foram proibidos. Foi estabelecido ainda um toque de recolher das 20h às 5h. A medida, que pretende reduzir a circulação do vírus e evitar uma sobrecarga nos hospitais, fica em vigor até o dia 11 de abril.

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