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Com AstraZeneca em falta para 2ª dose, infectologista explica benefícios da combinação com imunizante da Pfizer

A situação se repete em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte

Por Redação, 22/10/2021 às 20:35
atualizado em: 23/10/2021 às 09:55

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Marcello Casal jr/Agência Brasil

Nessa quinta-feira (22) os moradores de Belo Horizonte que foram convocados para receber a segunda dose de AstraZeneca nesta quinta-feira (21) foram surpreendidos, nos postos de vacinação, com a informação de que o imunizante se esgotou na cidade. Por isso, a prefeitura está aplicando a segunda dose com a Pfizer.

A situação se repete em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nesta sexta-feira (22), cerca de três mil pessoas, abaixo dos 36 anos, da cidade de Ibirité foram prejudicadas porque ainda não receberam a segunda dose da AstraZeneca. A secretária de saúde de Ibirité, Karina Bitarães, disse que por enquanto a cidade está sem alternativa. "Fomos informados que essas doses chegarão na próxima semana. Somente após o recebimento dessas doses o município irá divulgar novas datas de vacinação. Seguindo orientações do Ministério da Saúde não iremos substituir uma vacina por outra para aplicação da segunda dose", afirmou. 

A prefeitura de Ibirité esclarece que a vacinação com Pfizer e CoronaVac continua normalmente para os públicos selecionados. 

Já a cidade de Santa Luzia está sem doses da AstraZeneca há dez dias também alegando atraso no repasse pelo estado. 18 mil pessoas estão sem receber a segunda dose. De acordo com a prefeitura, os atrasos começaram há dois meses. A coordenadora da atenção primária da Secretaria de Saúde de Santa Luzia, Thais Botter, também diz que as cidades sem solução neste momento. 

"Em Santa Luzia até a data de hoje nós vacinamos 61.460 mil pessoas com imunizante da AstraZeneca para dose um. E apenas 43.325 mil com a dose dois. Temos um total de 18 mil doses faltando a segunda dose. Não optamos por usar a Pfizer como a opção de segunda dose da AstraZeneca porque não recebemos nenhuma orientação do Ministério da Saúde e temos medo de fazer essa ação e depois faltar a Pfizer para as pessoas que tomaram Pfizer. A gente já informou esse valor para o estado e estamos aguardando receber essas doses", contou Botter. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde esclarece que depende do repasse de imunizantes por parte do da saúde para o envio aos municípios e não existe atrasos por parte da secretaria. O órgão informa que começou ontem a distribuição de doses da AstraZeneca para regularizar o esquema vacinal em Ibirité e em Santa Luzia.

Infectologista explica benefícios da combinação dos imunizantes

A Itatiaia procurou um especialista para entender se a combinação das de doses de vacinas diferentes podem trazer algum risco para saúde da população. Segundo o médico infectologista, Estevão Urbano, que é membro do Comitê de Enfrentamento a Covid-19 em Belo Horizonte, a combinação não prejudica a saúde e nem a proteção contra as consequências mais graves do coronavírus. 

"Essa aplicação casada, que a gente chama de heteróloga, ela tem sido feita com alguma frequência exatamente por causa da indisponibilidade de vacinas em quantitativo suficiente e eventualmente você então substituir uma por outra essa vacinação é extremamente segura tem sido feita ao redor do mundo, algumas suspeitas que pode até aumentar a eficiência, são todas essas vacinas seguras, com pouquíssimos efeitos colaterais, dessa forma a população pode ficar tranquila se vacinar que o objetivo da complementação estará plenamente alcançado", garantiu o infectologistas.  

População diverge sobre combinação das duas vacinas

Contudo, apesar dos estudos apresentarem boa eficácia na combinação das duas vacinas, algumas pessoas não toparam misturar os imunizantes. É o caso da Denise Neves, de 36 anos. "Fui tomar a segunda dose da AstraZeneca, porém ela não tinha no posto e me ofereceram a Pfizer, mas eu não aceitei porque eu não quis uma dose diferente de imunizante eu achei melhor aguardar a minha que me disseram que vai chegar na semana que vem. Eu acredito que tomar duas doses iguais é uma forma melhor de reforço da vacina" disse. 

Já a analista de comunicação, Letícia Silva, também de 36 anos, tomou vacinas de fabricantes diferentes. "Em julho eu tomei a primeira dose da AstraZeneca. Hoje quando eu cheguei no posto eu fui informa de que não tinha a vacina disponível mais e de que seria a Pfizer, eu fiquei surpresa, mas não fiquei preocupada, já tinha visto algumas matérias e alguns estudos falando sobre a interação entre as duas vacinas e que isso não seria um problema. Então eu tomei e estou confiante, acredito que efeito será o mesmo, estou muito tranquila e muito feliz por ter sido imunizada", comemorou.

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