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Com pré-candidatura de Luiz Felipe d’Avila pelo Novo, terceira via à Presidência já conta com 11 nomes

Cientista político conversou com Edilene Lopes no podcast Abrindo o Jogo

Por Com Edilene Lopes, 06/12/2021 às 09:15
atualizado em: 06/12/2021 às 14:01

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Foto: Reprodução/Facebook
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Luiz Felipe D'Avila é o pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo

O candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, o cientista político Luiz Felipe d'Avila, estará em Belo Horizonte nesta semana. Dentre os compromissos, ele almoça com o governador Romeu Zema na próxima sexta-feira e participa do encontro estadual do partido no sábado.

Em entrevista exclusiva ao podcast Abrindo o Jogo, com Edilene Lopes, ele defendeu que o partido Novo faça coligações com outras legendas. Fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Lula, e elogiou o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que também é pré-candidato à Presidência da República. 

Sobre o cenário atual, segundo d'Avila, é preciso combater o populismo. 

"Não fui eleitor nem de Bolsonaro e nem do PT. Anulei meu voto, porque sou contra populistas, não voto em populista. Na democracia, quando você não vota em populista, o que significa é que estamos na oposição. E a oposição é algo tão importante na democracia quanto a situação. Não vou votar de forma alguma em Lula e Bolsonaro. Essa é a continuidade do desastre que está arruinando o emprego, a renda no Brasil e impedindo que investidores acreditem no país", reforçou.

D'Avila falou sobre como o governo Bolsonaro deveria ter agido durante a gestão.

"O que esse governo devia ter feito? O que ele prometeu na campanha e não cumpriu: abertura da economia, privatização das estatais, geração de emprego e renda e a volta do investimento no Brasil, principalmente investimento privado, porque o governo anda gastando quase tudo que arrecada dos impostos em manter a máquina pública funcionando. Gastamos quase 40% do PIB em manutenção da máquina pública. É um absurdo total", complementou.

Perguntado sobre o seu possível voto na eleição caso não vença a disputa presidencial, Felipe respondeu se pode ou não se aliar a algum político.

"A escolha do candidato precisa ser muito criteriosa e a minha escolha é que quero ver as propostas que os candidatos da terceira via vão apresentar. Se houver boas propostas, votarei e com prazer no candidato da terceira via ou no candidato que for capaz de derrotar Lula e Bolsonaro em 22", disse.

Luiz também comentou sobre a boa relação de Zema com o governo federal e com demais grupos políticos.

"Zema tem o pragmatismo político que é fundamental nós termos. Separar uma agenda de Estado, os interesses do estado, dos mineiros e da questão política e partidária. Existe uma agenda de país que precisa ser apoiada a despeito do governo. O governador tem esse pragmatismo muito claro. O que é de interesse em Minas, tem que estar acima das questões político-partidárias. Mas Zema já disse várias vezes que é um soldado do Partido Novo e, portanto, apoiará a minha candidatura e as candidaturas do Novo", contou.

Ele ainda falou sobre a possibilidade do partido se coligar a outras legendas.

"Vejo com absoluta naturalidade, um amadurecimento do partido em relação à questão de alianças. Na política, precisa-se fazer alianças para governar, garantir a governabilidade e acredito que a aprovação das novas alianças em 22 vai ajudar muito o Zema a criar uma base política ainda mais forte pro seu segundo mandato", enfatizou.

Felipe d'Avila comentou sobre os nomes que devem concorrer às eleições presidenciais, como João Doria, Rodrigo Pacheco, Sérgio Moro, Bolsonaro e Lula.

"Governador de São Paulo que vai ter dificuldade em lutar contra a sua rejeição", disse sobre Doria.

"Ótimo nome, pouco conhecido e tem o mesmo desafio que o meu: se tornar conhecido nacionalmente", falou sobre Pacheco.

"Sérgio Moro representa o ideal do brasileiro, o combate à corrupção. Mas Sérgio Moro também terá de lutar contra a rejeição", disse. 

 "Incapaz de se reeleger presidente da república um presidente que tem inflação alta, desemprego alto e recessão econômica. Nenhuma democracia recente provou que um presidente conseguiu se reeleger com esse quadro", opinou sobre Jair Bolsonaro.

"Lula seria a volta ao pesadelo do Brasil, da falta de ética, da corrupção, do aparelhamento do estado que levou o Brasil à recessão econômica e aos escândalos que nos envergonharam internacionalmente", concluiu.

Felipe ainda falou sobre a sua pré-candidatura.

"Felipe D'Ávila terá uma batalha como Rodrigo Pacheco pra se tornar nacionalmente conhecido. E se tornar nacionalmente conhecido certamente tem as melhores propostas para o Brasil", finalizou.

A entrevista na íntegra com o candidato do Partido Novo à Presidência da República, o cientista político Felipe D'Avila, você ouve no podcast Abrindo o Jogo, disponível no site da Itatiaia na Itacast e em outras plataformas digitais. 

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