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Caso Lorenza: Justiça mantém promotor André Luís de Pinho preso

Morosidade da Justiça quase colocou o promotor em liberdade

Por Redação , 04/05/2021 às 07:00
atualizado em: 04/05/2021 às 14:41

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Foto: Reprodução redes sociais
Reprodução redes sociais

Loreza morreu no começo de abril, no bairro Buritis, em BH

 A prisão preventiva do promotor André Luís Garcia de Pinho,denunciado por matar a esposa Lorenza Maria Silva de Pinho, foi confirmada pela Justiça na noite dessa segunda-feira (3), pouco antes de vencer o prazo da prisão temporária.  A decisão atendeu pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

A morosidade da Justiça quase colocou o promotor em liberdade. A prisão temporária dele terminava à meia-noite. Caso o pedido de prisão preventiva não fosse apreciado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), André receberia a liberdade, mesmo tendo sido denunciado pelo Ministério Público, que concluiu a investigação na semana passada e encaminhou o documento para o TJMG. A defesa jurídica já se preparava para buscar o promotor quando, faltando poucos minutos para a meia noite, a prisão foi convertida.

André Luís Garcia de Pinho está preso na sede de um batalhão do Corpo de Bombeiros na região da Pampulha há mais de um mês. Ele foi denunciado pelo feminicídio da esposa na última sexta-feira (30). A pena mínima prevista para o crime é de 12 anos, podendo chegar a 30 anos de reclusão.

Relembre

Loreza morreu no dia 2 de abril, no apartamento onde morava, no bairro Buritis, região Oeste de Belo Horizonte, inicialmente por engasgar. O corpo chegou a ser levado para uma funerária, mas um delegado determinou que fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal. O promotor sempre negou ter cometido o crime, mas foi preso dois dias após a morte da mulher.

Conforme denúncia do Ministério Público,  André matou Lorenza porque ela "havia se tornado um peso para ele" em razão de problemas com álcool e remédios e de uma depressão profunda.

Lorenza deixou cinco filhos, de 2, 7, 10, 15 e 16 anos. Em audiência na Vara da Infância e Juventude, a Justiça decidiu, provisoriamente, que a guarda ficaria com amigos próximos ao casal.  

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