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PC investiga se queda de cânion em Capitólio está relacionada à ação humana

Marcos Pimenta informou que avaliará informações de geólogos para apurar causas do acidente

Por Da Redação, 14/01/2022 às 11:20
atualizado em: 14/01/2022 às 13:23

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Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Divulgação/Corpo de Bombeiros

Dez pessoas que estavam em uma embarcação morreram no último sábado (8)

A Polícia Civil informou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), que 17 pessoas já foram ouvidas na investigação que apura o que provocou a queda do paredão de um cânion em Capitólio, no sul de Minas. O acidente, no sábado (8), matou dez pessoas que estavam em uma lancha. De acordo com o delegado Marcos Pimenta, a intenção não é procurar culpados, mas sim entender o que aconteceu. 

"O foco é procurar respostas e não culpados para que se evite que outras placas caiam. Se houve uma ação humana e responsável que não estivesse em sintonia com as suas responsabilidades, ou alguém ou instituição, será responsabilizado. O laudo deve ficar pronto em 30 ou 40 dias, mas o inquérito ainda não tem previsão para ser finalizado. 

Análises

De acordo com o delegado, as investigações começaram em um penhasco, se estendendo até o local do acidente, onde estavam os destroços da rocha e segmentos corpóreos na água.

“Fizemos um trabalho inicial perto da MG-050, de cima para baixo. Descemos o penhasco e fomos até o local onde estavam destroços, e Bombeiros e Marinha procurando por vítimas. Depois, fomos para um clube náutico próximo à represa, em que criamos um grupo de troca de informações, evitando falhas de comunicação entre as instituições. Todo mundo trabalhou de maneira séria, visando dar uma resposta rápida”, disse Marcos Pimenta. Nesse grupo, as famílias recebiam as notícias sobre o acidente antes da imprensa, já que o episódio envolveu turistas de diferentes estados.

Conforme o delegado, a Polícia Civil trabalha com geólogos para apurar se a queda parcial do cânion está relacionada com a ação do homem ou se foi um movimento natural da rocha.

“As placas, desde a pangeia e a movimentação da terra, irão cair naturalmente. O que pode ter ocorrido é se houve ou não ação de terceiros para acelerar a queda. Caso tenha algum responsável, ele será indiciado e encaminhado ao Ministério Público. Se ficar confirmado que não houve, é interessante um estudo de um geólogo. Não estamos buscando culpados, queremos esclarecimento dos fatos. Pode ser ação da chuva, de uma rodovia, mas as pedras vão cair nos movimentos naturais e nada mais interessante que geólogos coloquem a causa das quedas”, concluiu Marcos Pimenta.

Um inquérito policial também será feito em relação às atribuições da Marinha, que, segundo ele, está oferecendo à Polícia Civil todo o apoio sobre as embarcações.

“Há uma grande exploração do turismo e que precisa de responsabilidade pra ser explorado. O importante é um técnico da área responder”, finalizou.

Depoimentos

Dezessete pessoas já foram ouvidas no inquérito. Nesta manhã, o delegado ouviu três depoimentos de uma mesma família para colher novas informações.

Os prefeitos de Capitólio e São José da Barra também já foram ouvidos. O proprietário de um estabelecimento, próximo ao Cânions de Furnas, está com Covid-19, mas foi representado por seu advogado, que apresentou a documentação do local. O estabelecimento está interditado temporariamente.

Segundo o delegado Marcos Pimenta, mesmo se a documentação estiver irregular e as investigações não apontarem nenhum indício como causa do acidente, ninguém poderá ser responsabilizado pela tragédia.

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