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Brasileiros que moram na Europa relatam impactos da quarta onda da covid-19: 'Piora drástica'

Movimentos negacionistas e contrários à vacina estão diretamente relacionados ao aumento de casos

Por Redação, 24/11/2021 às 07:49
atualizado em: 24/11/2021 às 07:53

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Foto: Pixabay
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Governo alemão estuda tornar vacinação contra covid-19 obrigatória no país

Enquanto no Brasil são retiradas restrições impostas para frear a covid 19 e há discussão sobre a realização do Carnaval 2002, em alguns países da Europa a situação é inversa. Nações convivem com a chamada quarta onda, com o aumento de casos em lugares que afrouxaram as regra e empacaram na vacinação. 

É o caso da Alemanha, onde a premiê Ângela Merkel e o ministro da saúde do país pediram aos estados, que possuem independência nos sistemas de saúde, para tomar medidas mais restritivas. A Itatiaia conversou com brasileiros que moram no país para entender melhor a situação.

A economista Larissa Campos, que faz mestrado em uma universidade no Sudoeste da Alemanha, relata recorde de casos nas últimas semanas. Segundo ela, a situação só não é pior devido à vacina, mesmo que com número aquém do restante do continente.

"O que preocupa o governo alemão não é apenas a quantidade de casos, mas a velocidade que esses casos crescem nas últimas semanas. Além disso, há uma diferença muito grande na taxa de morte entre pessoas vacinadas e não vacinadas", conta.

Na Alemanha, pessoas não vacinadas estão impedidas de frequentarem restaurantes, bares, cinemas, teatros, entre outros. "Ainda é esperado que o governo alemão introduza lockdown nacional ou apenas para pessoas que não se vacinaram", relata.

A pesquisadora Luene Ricardo, que mora na capital Berlim, afirma que situação piorou com a chegada do outono e que regras mais rígidas vão ser adotadas a partir de hoje para o transporte público.  

"Ou você é vacinado e apresenta o comprovante ou teste negativo com menos de 24h. Desde o início do outono, a situação tem piorado drasticamente no país. Nas últimas semanas nos níveis estão elevadíssimos", diz.

O astrofísico Felipe de Oliveira Alves, que mora em Munique, reforçou que o problema não é falta de vacina, mas sim o forte movimento negacionista e que a maioria dos casos e dos internados em UTIs são pessoas que não se imunizaram. Ele acredita que um novo lockdown é inevitável.

"A situação tem piorado muito. Estamos com números mais altos do que no ano passado, no pico da pandemia. A gente teve dias com mais de 60 mil casos positivos, e as UTIs voltaram a lotar; 95% por cento dos casos são de não vacinados", conta. 

Na avaliação dele, será difícil o governo alemão tornar a vacinação obrigatória. "Por isso mesmo acredito que em breve vai ter um novo lockdown. Por exemplo, bares e boates já voltaram a fechar e os restaurantes só funcionam até às 22h. Em relação a outros países da Europa não estamos dando bom exemplo", completou.

Na Holanda, pacientes com covid-19 começaram a ser transferidos justamente para a Alemanha, por causa da sobrecarga na rede hospitalar. Eventos foram canceladas e o comércio teve horário limitado. A brasileira Anna Luiza Santos, fotógrafa, relata que o número de casos atualmente é mais que o dobro do de dezembro do ano passado, então pico da pandemia.

"O uso de máscara voltou a ser obrigatório em lugares fechados, os horários de funcionamento das lojas e restaurantes e dos serviços foram reduzidos. Quase 85% da população já está vacinada, mas tem um aumento de caso enorme", contou.

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