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Bolsonaro vai rebater críticas à política ambiental do Brasil, em nova reunião do G20

Presidente deve minimizar críticas internacionais em relação às queimadas e aos recentes incêndios na Amazônia e no Pantanal

Por Gabriela Speziali, 22/11/2020 às 10:22
atualizado em: 22/11/2020 às 10:26

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Foto: Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro participa, neste domingo, da segunda seção da cúpula do G20, bloco de países das 20 maiores economias do mundo. O tema abordado pelos chefes de estado será “Construindo um futuro inclusivo, sustentável e resiliente”. A expectativa é de que ele faça uma defesa da política ambiental do seu governo, minimizando críticas internacionais em relação às queimadas e aos recentes incêndios na Amazônia e no Pantanal.

Em sua participação na primeira sessão da cúpula do G20, que este ano ocorre por videoconferência por conta da pandemia da covid-19, Bolsonaro disse que existe uma tentativa de divisão da sociedade brasileira. Sem citar o caso de João Alberto Silveira Freitas, que foi assassinado no estacionamento do Carrefour em Porto Alegre, Bolsonaro disse que enxerga todos na cor verde e amarela.

"Antes de adentrarmos o tema principal desta sessão, quero fazer uma rápida defesa do caráter nacional brasileiro em face das tentativas de importar para o nosso território tensões alheias à nossa história", disse Bolsonaro.

Segundo o presidente, "o Brasil tem uma cultura diversa, única entre as nações. Somos um povo miscigenado. Brancos, negros e índios edificaram o corpo e o espírito de um povo rico e maravilhoso. Em uma única família brasileira podemos contemplar uma diversidade maior do que países inteiros".

Para ele, a miscigenação "foi a essência" do brasileiro que "conquistou a simpatia do mundo". No entanto, "há quem queira destruí-la, e colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre raças, sempre mascarados de 'luta por igualdade' ou 'justiça social".

Bolsonaro ressaltou que "tudo" isso tem sido realizado "em busca de poder" e admitiu que os brasileiros não são perfeitos e tem problemas, mas disse que "existem diversos interesses para que se criem tensões entre nós". "Um povo unido é um povo soberano. Dividido é vulnerável. E um povo vulnerável pode ser mais facilmente controlado e subjugado. Nossa liberdade é inegociável", disse o presidente, enfatizando que, "como homem e como presidente", enxerga a "todos com as mesmas cores: verde e amarelo!".

"Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. O que existem são homens bons e homens maus; e são as nossas escolhas e valores que determinarão qual dos dois nós seremos. Aqueles que instigam o povo à discórdia, fabricando e promovendo conflitos, atentam não somente contra a nação, mas contra nossa própria história", acrescentou.

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