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Bolsonaro lamenta decisão da Ford e diz que foi o 'único' a tentar manter empregos no Brasil

Presidente reafirmou que o governo não vai conceder subsídios à empresa para que ela mantenha a produção no país

Por Estadão Conteúdo, 13/01/2021 às 15:11
atualizado em: 13/01/2021 às 18:58

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Foto: Carolina Antunes/PR
Carolina Antunes/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que lamenta a decisão da montadora Ford de encerrar suas atividades no País, mas reafirmou que o governo não vai conceder subsídios à empresa para que ela mantenha a produção no Brasil. Em conversa com apoiadores na manhã desta quarta-feira, 13, Bolsonaro comentou que governos anteriores deram "dezenas de bilhões de reais para esse pessoal em renúncia fiscal". "Lamento, mas eu não ia continuar bancando dinheiro de vocês para a fábrica", completou.

Ele afirmou ainda que "ninguém fala nada" sobre o fechamento de outras empresas no País. "Eu segurei milhões de empregos com as medidas de ajuda via Pronampe Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, via até auxílio emergencial para o pessoal não entrar em desespero porque os informais perderam tudo. E eu fui - acho que - o único que fez para manter empregos no Brasil. O resto fechou", afirmou o presidente.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados no último mês, entre julho e novembro de 2020 foram criados 1,499 milhão de postos de trabalho formais no País. O número ficou abaixo das perdas registradas entre março e junho do último ano, quando 1,612 milhão de vagas foram fechadas.

Segundo o presidente, "está chegando a fatura" das medidas de quarentena e distanciamento social postas em prática para conter o avanço da covid-19 no País. "E vão reclamar de mim porque fechou uma fábrica? Essa fábrica fechou por causa da concorrência, não tem mais subsídio nosso e o que ela fabricava aqui não era mais rentável", completou.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e representantes da Ford vão ter, nesta quarta-feira, uma audiência virtual para discutir demissões com o fim das operações nas fábricas de Taubaté, no interior de São Paulo, Camaçari, na Bahia, e Horizonte, no Ceará. A empresa projeta a demissão de cerca de 5 mil empregados no Brasil e na Argentina.

A Ford diz que o plano de demissão dos funcionários será discutido com os sindicatos dos metalúrgicos. Em Taubaté, o acordo coletivo em vigor prevê a estabilidade no emprego até 31 de dezembro de 2021.

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