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Baixa vacinação contra paralisia infantil preocupa autoridades e provoca novo alerta em Minas

Entre crianças de quatro anos de idade, Minas alcançou apenas uma cobertura de 60%

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Por Com informações de Gustavo Cícero | 13/05/2022 às 08:04
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

No Brasil, atualmente, 500 mil crianças não foram vacinadas contra a poliomielite

Assim como Belo Horizonte, Minas Gerais não alcança a meta de vacinação contra a poliomielite - que é de 95% do público total - e leva órgãos a orientar pais e responsáveis sobre a importância da vacina. O Programa Nacional de Imunização recomenda a vacinação de crianças a partir de dois meses até menores de cinco anos de idade. 
 
“Minas não alcançou a meta de cobertura da vacina poliomielite  em 2021. A análise da cobertura em crianças com menos de um ano de idade, identificou a cobertura de 75%. E, em crianças com um ano de idade -  idade que é recomendado o reforço dessa vacina - ficou entre 67%”, disse a coordenadora estadual do programa de imunizações da Secretaria Estadual de Saúde Josiane Dias Gusmão. 

Já entre crianças de quatro anos de idade - quando é recomendada para o segundo reforço dessa vacina  -  Minas alcançou apenas uma cobertura de 60%. 

Vale destacar que o órgão de saúde estadual ainda não tem dados parciais sobre a imunização neste ano. 

No Brasil, atualmente, 500 mil crianças não foram vacinadas contra a poliomielite, conforme a Fiocruz.

 Por conta disso, a Organização Pan-Americana de Saúde incluiu o Brasil na lista dos oito países da América Latina com alto risco do retorno da doença. 

Josiane afirma que a Secretaria Estadual de Saúde realiza diversas campanhas para alertar a população sobre a importância da vacina. 

“A vacina está disponibilizada nas unidades de saúde e os pais ou responsáveis devem levar as crianças para vacinar e manter o cartão de vacina atualizado. A melhor prevenção contra as doenças é por meio da vacinação para que não tenhamos o retorno de patologias que já não circulam mais no nosso estado”, disse. 

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