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Backer entra na Justiça para tentar impedir recall determinado pelo Ministério da Agricultura

Por Redação, 13/01/2020 às 20:32
atualizado em: 14/01/2020 às 10:03

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Foto: Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

A Backer afirmou na noite desta segunda-feira ter acionado a Justiça contra a decisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de fazer um recall nos produtos da marca. A empresa argumenta que a cerveja fabricada por ela e alvo de investigação é apenas a Belorizontina e reitera não usar o dietilenoglicol na produção.

Mais cedo, o órgão do governo federal intimou a cervejaria a recolher do mercado todos os produtos fabricados desde outubro para “preservar a saúde dos consumidores”.

Leia a íntegra da nota da Backer:

“A Backer informa que a medida de recall solicitada pelo Ministério da Agricultura está sendo objeto de apreciação judicial para revogação do ato. A cervejaria reitera que não faz uso do dietilenoglicol em seu processo produtivo e que o episódio apurado pelas autoridades, limita-se ao lote “Belorizontina”, não tendo qualquer relação com os demais rótulos da empresa, que possui processos autônomos de produção.”

Nesta segunda-feira, a Secretaria de Estado de Saúde informou que 17 casos de intoxicação por dietilenoglicol foram notificados, sendo 16 pacientes homens e uma mulher. Quatro casos foram confirmados e 13 são investigados. Uma das vítimas morreu. A suspeita é de que elas tenham sido contaminadas ao ingerir a Belorizontina, já que amostras de três lotes da bebida estavam com a substância.

Dietilenoglicol em equipamento

A polícia revelou nesta segunda-feira ter constatado dietilenoglicol em um equipamento da Backer, fabricante da cerveja Belorizontina. A empresa tem afirmado que não usar a substância, suspeita de causar a síndrome nefroneural.

Segundo o médico legista Thalles Bittencourt, superintendente de polícia técnico-científica da Polícia Civil, as notas fiscais apresentadas pela empresa são de monoetilenoglicol, um galão foi periciado e confirmou essa substância. No entanto, a amostra tirada do equipamento responsável pelo resfriamento da cerveja também apontou a presença do produto tóxico encontrado nos lotes contaminados. “Esse líquido circula pelos tanques de cerveja, a princípio, sem contato com a bebida. Essa amostra comprovou se tratar de monoetilenoglicol e dietilenoglicol.”

Mais um lote

A polícia revelou que um terceiro lote da Belorizontina foi incluído na lista dos contaminados: o L2 1354, além dos L1 1348 e L2 1348.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) ampliará para novembro a data inicial para que os sintomas sejam considerados para gerar uma notificação. Até então, o mês de referência era dezembro. O objetivo é descobrir se houve casos semelhantes anteriormente.

Nos próximos dias devem ficar prontos os resultados dos exames de sangue e da necropsia do aposentado Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, que morreu em Juiz de Fora, na Zona da Mata, com sintomas da síndrome. Morador de Ubá, na mesma região, ele veio a Belo Horizonte no fim de dezembro para as comemorações de fim de ano com a família. Segundo parantes, ele teria ingerido a cerveja.

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte iniciou nesta segunda-feira o recebimento de unidades de qualquer lote da cerveja, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Serão recolhidas apenas as garrafas compradas para consumo próprio. Não serão recebidos produtos de bares, restaurantes e supermercados.

Locais onde as garrafas serão recolhidas pela Secretaria de Saúde:

Barreiro: av. Olinto Meireles, 327 – Barreiro
Centro-Sul: av. Augusto de Lima, 30 - 14ª andar – Centro
Leste: rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza
Nordeste: rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo
Noroeste: rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates
Norte: rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo
Oeste: av. Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada
Pampulha: av. Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz
Venda Nova: av. Vilarinho, 1.300 – 2º Piso – Parque São Pedro

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