Notícias

Covid-19: setor de calçados em Minas amarga demissões e produção abaixo do esperado

Somente nop primeiro semestre, as indústrias de calçados do estado já demitiram quase 7 mil trabalhadores, cerca de 27% do total de empregados no ramo

Por João Eduardo Santana, 01/08/2020 às 19:30
atualizado em: 01/08/2020 às 20:24

Texto:

Ouça na Íntegra
00:00 00:00
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

RESUMO

  • De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, até dezembro de 2019, Minas empregava 30.500 trabalhadores no setor, que teve um início de 2020 positivo
  • Porém, após a pandemia, com as demissões em massa que ocorreram de março até junho, 9.895 trabalhadores entraram na fila do desemprego em função da pandemia
  • O presidente da associação condiciona a retomada do setor à imunização contra a doença
     

Enfrentando uma grave crise desde o início da pandemia da covid-19, a indústria de calçados no Brasil já perdeu cerca de 44 mil postos de trabalho somente no primeiro semestre deste ano, segundo cálculos da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Em dezembro do ano passado, o setor calçadista empregava diretamente 270 mil pessoas em todo o país, número que caiu para cerca de 225 mil no registro do último mês de junho.

Em Minas Gerais, a situação também é crítica. Somente no primeiro semestre, as indústrias de calçados do estado já demitiram quase 7 mil trabalhadores, cerca de 27% do total de empregados no ramo.

De acordo com o presidente da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a situação do setor no Brasil é delicada e preocupante. “No ano passado o Brasil produziu mais de 908 milhões de pares. Em função da crise do coronavírus, devemos ter uma redução em torno de 30%”, disse.

Segundo ele, até dezembro de 2019, Minas empregava 30.500 trabalhadores no setor, que teve um início de 2020 positivo nos meses de janeiro e fevereiro, com o aumento de 3 mil postos de trabalho. Porém, após a pandemia, com as demissões em massa que ocorreram de março até junho, 9.895 trabalhadores entraram na fila do desemprego em função da pandemia.

O presidente da associação condiciona a retomada do setor à imunização contra a doença. “Se não tivermos a vacina, se o comércio não consegui voltar de forma plena, ficará muito difícil fazer a recuperação total do setor ou buscar as nossas projeções de crescimento que nós tínhamos antes da crise do coronavírus”, alerta.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    A previsão é de que os primeiros voos experimentais sejam realizados em outubro em Campinas, SP. #Itatiaia

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    ⚽️O Atlético Goianiense, por sua vez, se deparou com quatro testes positivos entre seus atletas.

    Acessar Link