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A reforma trabalhista empoderou os trabalhadores, diz presidente da Fiemg

Ele avaliou que a reforma, aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer em 2017, possibilitou a modernização das relações de trabalho

Itatiaia
Foto: Itatiaia

Para Roscoe, as alterações da legislação possibilitaram uma modernização das relações de trabalho

A nova legislação do trabalho, criada pela reforma trabalhista, permitiu que houvesse negociações diretas entre empregados e empregadores para manter postos de trabalho, o que acarretou em um empoderamento dos trabalhadores. A avaliação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, em entrevista à Itatiaia, nesta quarta-feira (12). 

"A reforma trabalhista ela veio modernizar a legislação e permitir que a negociação entre trabalhadores e empregadores fosse o centro da discussão. Com isso, em vez de ter uma lei federal que regule todas as categorias, você abriu a possibilidade para ter negociações específicas entre categorias distintas. E empoderou os sindicatos e os representantes trabalhadores assim como empoderou os próprios trabalhadores. Então na minha leitura ela é uma reforma que empodera a relação empregador e empregada, fortalece esses laços e cria condições para que possam discutir caso a caso sem ficar dependendo de uma legislação federal única que valha para todo Brasil" afirmou Roscoe.

Ele avaliou que a reforma, aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer em 2017, possibilitou também que as empresas criassem medidas para evitar a demissão em massa de funcionários durante a pandemia da Covid-19. 

"Se não tivesse feito a reforma trabalhista em 2017, a pandemia teria desempregado dezenas de milhões de trabalhadores que não teriam como ir trabalhar e seriam demitidos. E que só a reforma trabalhista permitiu esse acolhimento. Então na minha leitura chega a ser leviano falar em revogar essas conquistas que são conquistas da sociedade, dos trabalhadores. Lembrando que facilitar o emprego é possibilitar que outras consigam emprego. Quando você dificulta o emprego, quando você torna mais difícil se empregar, você na verdade está criando uma porta de entrada, uma barreira de entrada no mercado de trabalho", disse Roscoe.

Para Roscoe, as alterações da legislação possibilitaram uma modernização das relações de trabalho. Ele explica que antes das alterações não era possível modelos como o teletrabalho, o que na pandemia acarretaria numa demissão em massa de funcionários que ficaram impossibilitados de trabalhar de modo presencial. 

"Além disso, vale a pena ressaltar, por exemplo, o teletrabalho que foi permitido agora ele só foi possível em função da reforma trabalhista. Que eu não preciso dizer que em 1943 não existia internet, o teletrabalho era impensável", avaliou o presidente da Fiemg.