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30 anos sem Freddie Mercury, que revolucionou o mundo do rock e cantou até ópera

Metade da fortuna que acumulou ficou com a ex-namorada, para quem dedicou “Love of My Life”, uma das músicas mais sensíveis do repertório do Queen

Por Raphael Vidigal , 24/11/2021 às 14:43
atualizado em: 24/11/2021 às 14:49

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Foto: Keystone Hulton/Getty Images
Keystone Hulton/Getty Images

Dono de um magnetismo único, Freddie Mercury gostava de dominar a plateia

A voz aguda e afiada como uma lâmina contrastava com o corpo imponente e musculoso sobre o palco. Mas tudo em Freddie Mercury era contraste. O uso do bigode passou a ser uma marca registrada entre os gays a partir de sua aparição, embora ele mesmo jamais tenha definido sua sexualidade. 

Metade da fortuna que acumulou, em pouco menos de duas décadas de estrada, ficou com a ex-namorada, para quem dedicou “Love of My Life”, uma das músicas mais sensíveis do repertório do Queen, com seus inesquecíveis versos: “Love of my life, you’ve hurt me/ You’ve broken my heart/ And now you leave me/ Love of my life, can’t you see?”. Autêntica dor-de-cotovelo. 

Personalidade. Os últimos momentos de Freddie, que morreu há trinta anos, vítima de complicações decorrentes da AIDS, foram ao lado de Jim Hutton, com quem viveu um tumultuado romance que ultrapassou dez anos. Impulsivo, inconsequente, passional, delicado, arredio, arrogante, brilhante, Freddie foi tudo ao mesmo tempo agora, em uma época em que as fronteiras se pretendiam bem mais delimitadas do que no século da fluidez moderna. 

Se muitos que conviveram com o astro o definiam como uma pessoa insuportável, outros se babavam pelos atributos que ele exibia longe e diante das câmeras. Carismático, dono de um magnetismo incontornável, Freddie gostava de dominar a plateia, num jogo de ambivalência sexual que ele fazia questão de frisar com figurinos rasgados pela metade que valorizavam o tórax, quando não investia em badulaques. O jogo de cena se atrelava às canções. 

Legado. Dotado de uma personalidade excêntrica, o frontman influenciou, cada um a seu modo, Renato Russo e Cazuza, para ficar apenas em dois exemplos do rock nacional, tanto pela postura no palco quanto na vida particular. Nascido Farrokh Bulsara em Zanzibar, território que pertencia à colônia inglesa e atual Tanzânia, no seio de uma tradicional família de ascendência indiana, Freddie mudou-se para Londres na adolescência e começou a escalada rumo ao estrelato com seu canto privilegiado e a capacidade de elaborar letras sensíveis que se aliavam a melodias irresistíveis. 

A principal contribuição do intérprete de voz talhada para o espetáculo, que convenceu os colegas a batizarem a banda de Queen, alcunha feminina que expressava poder, e se travestiu de dona de casa bigoduda em um videoclipe, foi abater o pragmático mundo das gravadoras fonográficas com seu talento, ao provar, por A + B, que era possível unir rock e ópera e até emplacar um hit radiofônico de mais de três minutos. Seu encontro com Montserrat Caballé, cantora lírica espanhola de fama mundial, no emblemático álbum “Barcelona”, de 1988, está entre as coisas mais impressionantes que a música já produziu. 

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