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Mulher que sofria bullying por ter ‘pernas de tronco de árvore’ descobre doença

Britânica achava que tinha obesidade, mas acabou descobrindo condição genética rara e sobre a qual ela não tem controle

Uma britânica de 40 anos, que passou boa parte da infância e vida adulta sofrendo bullying por conta da obesidade, acabou descobrindo que a aparente obesidade é, na verdade, uma condição genética rara, incapacitante e sob a qual ela não tem controle. Até o momento, Shannon Ashley Nelson gastou mais de 100 mil dólares em cirurgias para impedir o avanço da doença.

Shannon conta que, desde a adolescência, ela percebeu que suas pernas ‘engordavam mais do que o seu corpo’. Aos 14 anos, ela fez uma consulta com um cirurgião plástico, que a recomendou perder 20 quilos e fazer uma lipoaspiração. Shannon, porém, não conseguiu emagrecer. As informações são do The Sun.

‘Achei que estava fazendo algo errado e era o único responsável. Continuei tentando dietas e comendo de forma saudável, mas quando a balança nunca baixou, culpei a falta de força de vontade. Pedi desculpas pelo meu corpo e namorei homens que se aproveitavam dessa insegurança. À medida que minhas pernas cresceram, minha vida encolheu porque eu tinha muita vergonha’.

Além de mudar o visual de Shannon, a condição causava ‘dores agudas, penetrantes e constantes’. O aumento das pernas dela também geraram úlceras, infecções, coceira e desconforto geral.

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Descoberta de condição rara

Aos 33 anos, após dar à luz a filha. Shannon decidiu pesquisar o termo ‘pernas de tronco de árvore’ na internet, já que era assim que ela via seus membros inferiores. A britânica acabou descobrindo uma condição rara chamada lipoedema, que causa um acúmulo anormal de gordura nas pernas, quadris, bumbum e braços. A doença costuma ser confundida com obesidade. Mas, no caso do lipoedema, os pacientes não tem controle sobre o acúmulo de gordura no corpo.

Além de rara, a doença não tem cura. A única opção para os pacientes é realizar cirurgias para a remoção de gordura e tecido das pernas, em uma tentativa de impedir o avanço da doença. Cada operação custa 20 mil dólares, cerca de R$ 100 mil.

Shannon já realizou seis cirurgias entre janeiro de 2022 e abril de 2023, retirando mais de 25 litros de tecido fibrótico. A britânica criou uma vaquinha virtual para conseguir arrecadar fundos para custear novas operações.


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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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