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Mulher com condição rara passa por 60 horas de cirurgias para retirada de centenas de tumores

Condição atinge uma em cada 3 mil pessoas

Charmaine Sahadeo, de 43 anos, passou por 60 horas de cirurgia para remover centenas de tumores que se desenvolveram em sua pele. A mulher, de Trindade e Tobago, país localizado no mar do Caribe, convive com uma condição genética rara.

A chamada neurofibromatose NF-1, ou doença de von Recklinghausen, com a qual Charmaine lida, pode causar a formação de tumores benignos. No caso extremo, ela tinha tantos tumores que não conseguia comer ou respirar. A condição afeta uma a cada 3 mil pessoas.

Ao todo, foram 25 cirurgias. Após os procedimentos, vários dos tumores foram removidos de diversas partes do corpo de Charmaine, como braços, pernas e rosto. Embora não tenha cura, uma vez que a condição é genética, as cirurgias ajudam a manter os tumores - que, em geral, não são cancerosos - em uma quantidade controlada.

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As cirurgias foram realizadas pelo oncologista Ryan Osborne, especialista em tumores de cabeça e pescoço. O médico afirmou que nunca ter visto um caso tão grave em suas três décadas de profissão e, apesar da complexidade dos procedimentos, não poderia deixar de ajudar Charmaine.

De acordo com o doutor, havia alto risco de infecção e a cirurgia pode causar dor intensa. A maioria dos tumores retirados foram do rosto da mulher, que aprovou o resultado. “Não podia esperar nada melhor. Hoje em dia me sinto linda”, afirmou Charmaine.


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Pablo Paixão é estudante de jornalismo na UFMG e estagiário de jornalismo da Itatiaia
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