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Israel decide contra-atacar o Irã, mas quer evitar guerra regional; veja possíveis formas

Opções de resposta incluem ataques cibernéticos, além de investidas contra indústrias, pessoas ligadas ao governo e grupos terroristas; Irã lançou mais de 300 ogivas contra Israel no último sábado (13)

O Gabinete de Guerra de Israel anunciou, nesta segunda-feira (15), que irá responder o ataque promovido pelo Irã, na noite do último sábado (13). De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), o Irã lançou 170 drones, 30 mísseis de cruzeiro e 120 mísseis balísticos contra alvos israelenses. A FDI afirma que 99% das ogivas foram interceptadas pelas defesas aéreas do país.

De acordo com um relatório obtido pelo Canal 12 (canal de TV israelense) e divulgado pelo jornal Times of Israel, o gabinete de guerra decidiu revidar “clara e vigorosamente” o Irã, mas sem fazer com que o contra-ataque provoque uma guerra regional. A resposta tem o objetivo de enviar uma mensagem de que o país “não permitirá que um ataque dessa magnitude contra ele passe sem uma reação”.

O Canal 12 anda informou que o gabinete de guerra discutiu como atacar o Irã na reunião desta segunda. Foram levantadas opções de respostas que foram consideradas “dolorosas”, mas que visavam evitar uma escalada do conflito.

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Ataques cibernéticos e a grupos terroristas

Algumas das opções incluem ataques cibernéticos, além de ataques direcionados a importantes indústrias estatais, como a infraestrutura petrolífera iraniana. Também foi levantada a possibilidade de ataques a infraestruturas e pessoas ligadas ao programa nuclear do Irã, ao governo, ou a grupos terroristas, como o Hamas (da Palestina), Hezbollah (do Líbano) e Houthis (do Iêmen).

O relatório também indica que um ataque às instalações nucleares do Irã é algo impossível, já que Israel precisaria contar com o apoio financeiro dos Estados Unidos para cumprir a ação.

Ainda nesta segunda, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reiterou o apoio dos Estados Unidos a Israel, mas alertou para que os contra-ataques não piore o conflito. “Não procuramos uma escalada, mas continuaremos a apoiar a defesa de Israel e a proteger o nosso pessoal na região”, disse Blinken.

O secretário norte-americano ainda afirmou que está há 36 horas em negociações para elaborar uma resposta diplomática ao ataque iraniano, que evitasse a escalada na crise da região. Anteriormente, o Irã havia afirmado que Israel enfrentaria um ataque “muito maior” caso houvesse uma retaliação.


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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
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